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	<title>bernardoramirez [feeling right] &#187; Comunicação</title>
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		<title>Amigo, quero ficar contigo</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 14:56:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Amigo]]></category>
		<category><![CDATA[Crónica]]></category>
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		<description><![CDATA[Saí do restaurante, como faço todos os dias ao almoço, da janela já tinha visto dois rapazes na brincadeira. Um mais atrevido que o outro já me tinha dito adeus duas ou três vezes. Aqui, ao contrário do que acontece em Luanda, as pessoas pedem dinheiro. Principalmente pessoas com deficiências físicas ou crianças pequenas. Normalmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/04/23042010188.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-496" style="margin: 5px; border: 5px;" title="23042010188" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/04/23042010188-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Saí do restaurante, como  faço todos os dias ao almoço, da janela já tinha visto dois rapazes na  brincadeira. Um mais atrevido que o outro já me tinha dito adeus duas ou  três vezes.</p>
<p>Aqui, ao contrário do que acontece em Luanda, as pessoas pedem dinheiro.  Principalmente pessoas com deficiências físicas ou crianças pequenas.</p>
<p>Normalmente  há sempre alguém do lado de fora do restaurante à espera dos clientes  para darem qualquer coisa. Eu pus 50kz na algibeira para dar a uma  velhinha sem braços nem pernas, que sempre me surpreende com a  serenidade. E pus 20kz, em duas notas de 10kz, para os rapazes.</p>
<p>Quando saí não vi os rapazes e segui viagem. Mas quando já ia a meio  da rua ouço assim: amigo, amigo&#8230; Volto-me para trás e lá vêm os dois a  correr atrás de mim.</p>
<p>Perguntei: O que querem? E o mais atrevido  diz: Só 200 amigo, só 200 para comprar fubá.</p>
<p>200? Mas tu achas que eu sou rico, enquanto lhe faço umas festas no  cabelo. Deixem lá ver o que tenho aqui. Que tal estes 20kz, 10 para cada  um. Para comprarem (como raio se dizem doces aqui em Angola)&#8230;  comprarem caramelos.</p>
<p>Eles ficaram os dois a olhar para mim meio surpreendidos.  Pronto, mais um tiro ao lado.</p>
<p>Mas o mais  atrevido, vira-se para mim, e com os olhos bem abertos diz: Amigo, quero  ficar contigo!!!</p>
<p>Não sabia o que responder. O meu coração só  queria dizer que sim, e os meus braços também. Como é que se faz&#8230; a  uma criança sem nada, rejeitar um pedido tão sentido.</p>
<p>Disse: Nem pensar, não pode ser. Até logo. E voltei costas para não  verem os meus olhos.</p>
<p>Não sei explicar o que sinto, mesmo sabendo  que se calhar é o que diz a todos, mesmo que não precise de nada. Uma  criança olha-te nos olhos e diz: quero ficar contigo&#8230; Dizer que não é  sem dúvida uma lição que custa a aprender.</p>
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		<title>Morte em Angola &#8211; Galícia Confidencial</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 07:19:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
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		<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Galícia Confidencial]]></category>
		<category><![CDATA[Morte]]></category>

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		<description><![CDATA[Há algumas semanas atrás uma pessoa dizia: os Angolanos estão sempre a matar os familiares. Claro que isto dito assim parece muito chocante. Nem percebi bem, mas ele depois explicou: todas as semanas morre alguém da família, ou o pai, ou a irmã, ou a prima, ou a tia, ou o avô&#8230; Podem ler o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algumas semanas atrás uma pessoa dizia: os Angolanos estão sempre a matar os familiares. Claro que isto dito assim parece muito chocante. Nem percebi bem, mas ele depois explicou: todas as semanas morre alguém da família, ou o pai, ou a irmã, ou a prima, ou a tia, ou o avô&#8230;</p>
<p>Podem ler o resto do post <a href="http://galiciaconfidencial.com/nova/5736.html" target="_blank">http://galiciaconfidencial.com/nova/5736.html</a></p>
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		<title>O meu irmão mais velho</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Apr 2010 14:34:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Alegria]]></category>
		<category><![CDATA[Caminho]]></category>
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		<description><![CDATA[Querido irmão mais velho, Não me recordo com exactidão o primeiro dia em que entrei em tua casa. Sei que ia vestido de azul, tinha um malmequer branco no peito e ainda não tinha opinião. Nessa altura foram os meus pais que me levaram a tua casa. Sei porque vi as fotos. Nesse dia foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Querido irmão mais velho,</p>
<p>Não me recordo com exactidão o primeiro dia em que entrei em tua casa. Sei que ia vestido de azul, tinha um malmequer branco no peito e ainda não tinha opinião. Nessa altura foram os meus pais que me levaram a tua casa.</p>
<p>Sei porque vi as fotos. Nesse dia foi uma grande alegria. E de alguma forma passei a pertencer a uma comunidade da qual os meus pais e tu fazem parte. E eu passei a fazer.</p>
<p>A partir dessa altura passei a ir visitar-te quase todas as semanas, umas vezes com a minha mãe, quase sempre, outras sozinho, com a minha avó, ou até com amigos.</p>
<p>Com o passar do tempo fui te conhecendo melhor, fui aprendendo mais sobre ti, e tu foste-me ensinando mais sobre mim. Tens aquela sabedoria sem tempo, e incrivelmente tinhas sempre tempo para mim.</p>
<p>Fui caminhando contigo. Eu e os meus amigos, que eram sempre tão bem recebidos na tua casa. Aliás sempre admirei a facilidade com que recebias toda a gente em tua casa.</p>
<p>Ensinaste-me muita coisa, e de uma forma muito profunda, acabaste por te tornar para mim um guia, uma referência. Disseste-me para amar, disseste-me para oferecer a outra face, para ser generoso, para fazer o bem, para respeitar o próximo e acima de tudo a mim mesmo. Ensinaste-me a não mentir e a ser melhor.</p>
<p>Por tua causa conheci pessoas fantásticas e criei muitos laços de amor com muitas pessoas.</p>
<p>Quando vim para Lisboa deixei de te ir ver tanto. Por tantas razões fiquei perdido no meu caminho e nas minhas prioridades. Não tinha vontade de ir a tua casa, e a celebração que toda a gente fazia lá cansava-me.</p>
<p>Durante muitos anos isso foi fonte de tristeza da minha mãe, afinal a mãe gosta sempre de ver os irmãos juntos.</p>
<p>Mas com o passar do tempo descobri uma das coisas mais fantásticas do mundo. Que afinal a tua casa podia ser o meu ser, e que podia levar-te comigo sempre para onde fosse.</p>
<p>Desde essa altura, apesar dos protestos dos que me disseram que não era a mesma coisa, levei-te comigo sempre. Continuámos a falar, a partilhar segredos, a olhar com a atenção para o mundo e continuaste a ensinar-me muita coisa.</p>
<p>Desde que cheguei a Angola já pensei muitas vezes em ti, inclusivé apeteceu-me ir a tua casa. E passei por lá, mas a porta estava sempre fechada. A minha mãe claro ficou toda contente e disse-me para insistir. Mas não sou já de insistir. A empregada lá de casa também me disse para ir. Que também era nossa irmã e que te conhecia bem. Mas não sabia a que horas estarias em casa. Acabou por não acontecer.</p>
<p>Hoje, aqui no Lubango, decidi caminhar, caminhar sem sentido, sem tempo&#8230; Estava triste e cansado. Hoje acordei às 4 da manhã com gritos na rua. Deviam estar a lutar à séria com os gritos todos. E senti-me cansado. Apeteceu-me voltar para casa, para Portugal. Há dias assim. Mas decidi ir caminhar. Primeiro a um &#8220;centro comercial&#8221; às escuras e com grilos. Mas depois na rua mesmo, a ver as pessoas e os edifícios e tudo. E caminhei por muito tempo. Uma hora ou talvez mais. E ao longe vi a tua casa. Ao princípio nem liguei muito, mas depois senti que se calhar era mesmo o que estava a precisar e fui até lá. Curiosamente estava aberta e tu convidaste-me a entrar.<a href="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/04/250420101921.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-489" style="border: 5px; margin: 5px;" title="25042010192[1]" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/04/250420101921-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Estava lá um dos nossos irmãos a falar. E eu ouvi. Disse-me que temos em nós a alegria de saber que temos um pastor, e que nada nos faltará se confiarmos nele. E que com alegria temos de partilhar a tua palavra. Afinal tu és o mais velho. Ouvi e lembrei-me que já faço isso, que tento fazer isso todos os dias. Ele também me disse que não importa se são 100 ou 1 os que nos ouvem, que a tua palavra tem valor por ela e não pela quantidade de pessoas que a ouve. E eu concordei no coração.</p>
<p>Sou um dos teus irmãos, mas não esqueço o sacrifício que fizeste por nós e a lição que tens em ti e que nos ofereces todos os dias. Não sou um grande fã de celebrações organizadas ou de compromissos rígidos. Mas tu és o meu irmão mais velho. E levo-te sempre no coração, a ti e à tua palavra.</p>
<p>Alegria e amor, alegria e amor, alegria e amor&#8230; Simples este mistério da vida&#8230;</p>
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		<title>Tribo</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Apr 2010 03:06:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Tribo]]></category>
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		<description><![CDATA[Não sou deste mundo. Ou este mundo não é meu. Hoje, sentado no bar do hotel voltei a lembrar-me muito de uma coisa que escrevi há tempos: &#8220;People are always saying I am not of this world, but who has told them they are the ones who are home?&#8221; Também hoje encontrei via web uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou deste mundo. Ou este mundo não é meu.</p>
<p>Hoje, sentado no bar do hotel voltei a lembrar-me muito de uma coisa que escrevi há tempos: &#8220;People are always saying I am not of this world, but who has told them they are the ones who are home?&#8221;</p>
<p>Também hoje encontrei via web uma grande amiga. E no meio de uma conversa muito bonita ela dizia que nós somos da mesmo tribo.</p>
<p>E somos mesmo. Se calhar a resposta é essa. Temos muitas tribos neste planeta. Tribos diferentes, com cores, com gostos e com forças diferentes e formas de estar diversas.</p>
<p>A minha é uma tribo pequenina, que não se nota muito e que se não olharem com atenção passa despercebida. Olho para a esta tribo maioritária e fico sempre meio em surpreso. Por sermos, nós os pequeninos, tão diferentes desta larga maioria.</p>
<p>A tribo aqui é um pouco diferente da daí. Aqui é mais física, mais da forma e mais do imediato. Mas mesmo assim, ou se calhar até mais, pertenço ainda menos a ela. </p>
<p>Mas com a minha tribo, apesar de estarmos unidos todos pela alma a verdade é que sinto muita falta de ter a minha tribo comigo. É uma aventura solitária esta de se ser singular. É uma aventura solitária esta que escolhi para mim, nesta fase da vida. </p>
<p>Obrigado SM por sermos da mesma tribo, ensinas-me muitas coisas boas e partilhas outras tantas igualmente maravilhosas.</p>
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		<title>Aos que sabem quem são</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 20:06:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Aventura]]></category>

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		<description><![CDATA[Sou um homem de amor, ou um homem apaixonado. Há tempos atrás escrevi que no meu coração cabem muitas pessoas. E é verdade. Quem me conhece de perto sabe esse facto. Dou o meu amor com generosidade e carinho. Mas isto só acontece porque também recebo esse amor com generosidade e carinho. Olho à minha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou um homem de amor, ou um homem apaixonado. Há tempos atrás escrevi que no meu coração cabem muitas pessoas. E é verdade.</p>
<p>Quem me conhece de perto sabe esse facto. Dou o meu amor com generosidade e carinho. Mas isto só acontece porque também recebo esse amor com generosidade e carinho.</p>
<p>Olho à minha volta e não consigo deixar de me sentir feliz pelas pessoas que me rodeiam. Desde os amigos de sempre, aqueles que nunca conheci ao vivo e apenas troco palavras, gestos ou sentimentos ocasionais.</p>
<p>Obrigado a todos.</p>
<p>Vocês são a força do meu ser. O vosso amor, o vosso carinho, a vossa partilha e a vossa confiança tornam os meus passos mais largos, serenos e firmes.</p>
<p>Tenho muita sorte. A vossa presença, as vossas palavras, o que trocamos fazem-me ser melhor todos os dias. E aqui, neste local, tão longe de tudo o que me é próximo, são vocês que me mantêm, que me seguram.</p>
<p>Um dia vi um cartoon que dizia: Um amigo pode não ser capaz de te levantar, mas de certeza que não te deixa cair. </p>
<p>Vocês não me deixam cair!</p>
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		<title>Viagens nesta terra (que não é minha)</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 07:42:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
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		<category><![CDATA[Voar]]></category>

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		<description><![CDATA[Já não me estava a lembrar desta aventura, mas a título de registo histórico acho que tenho de vos contar a minha odisseia em Luanda para viajar para o Lubango. Era preciso comprar bilhetes de avião para um voo interno. Ao falar com o Decano do Lubango ele disse-me: não compre bilhetes de avião na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/04/13042010144.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-482" style="margin: 5px; border: 5px;" title="13042010144" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/04/13042010144-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Já não me estava a lembrar desta aventura, mas a título de registo histórico acho que tenho de vos contar a minha odisseia em Luanda para viajar para o Lubango. Era preciso comprar bilhetes de avião para um voo interno. Ao falar com o Decano do Lubango ele disse-me: não compre bilhetes de avião na TAAG, eles atrasam-se imenso, é melhor qualquer outra companhia aérea.</p>
<p>Pedi a J. para me comprar os bilhetes num sítio que nos tinha sido recomendado. Um dia depois ela entrega-me o bilhete: era na TAAG, ás 7:30 da manhã, no Domingo. Perguntei se não tinha percebido o meu pedido, mas ela disse que só havia voos da TAAG. Perguntei também se não havia voos a uma hora não tão madrugadora, e ela disse que a senhora da Agência de Viagens tinha dito que não.</p>
<p>Olhando com atenção para o bilhete vi que o check-in era no dia anterior às 21:30. Disse à J. que era muito estranho. Mas ela disse que não. Que era mesmo assim.</p>
<p>Bem no Sábado ás 21 horas lá fomos, o P.G. (que está cá durante 15 dias) e o vosso amigo. Chegando lá deparei-me, ja dentro do aeroporto, com uma fila que não devia ter menos de 150 pessoas. Perguntei: Onde é o check-in para o Lubango. Ao que me responderam que todos os voos tinham o check-in no mesmo sítio.</p>
<p>Foram duas horas e meia, deu para conhecer um rapaz angolano com quem estive na conversa. Deu para ver a confusão habitual. Pessoas a passarem à frente. Dezenas de pessoas com excesso de peso a tentar enganar a companhia aérea. Mas pensei para mim, se pedem para vir no dia antes, é para terem tudo organizado para o dia do voo.</p>
<p>Perguntei a que horas tinha de lá estar. O voo era às 7:30 e várias pessoas me disseram: basta estar ás 7, mas o senhor do check-in disse-me 7:30. Pensei logo, pronto vou passar a manhã toda aqui à espera. Mas pronto, o que tem de ser tem muita força.</p>
<p>Nessa manhã, no meio da confusão de me arranjar, e das minhas loucuras e do P.G. acabámos por sair de casa só perto das 6:40, mas sem trânsito ao Domingo, dava mais que tempo para chegar ao Aeroporto. Na viagem, já perto do aeroporto vejo um polícia meter-se no meio da estrada dois ou três carros à frente do meu. Pensei, que azar vão ser parados. Afinal não. Nós é que fomos parados. Já tinham topado os dois pulas no carro.</p>
<p>Pediu-me os documentos, dissemos-lhe que íamos apanhar um avião, ele disse que os documentos estavam todos em ordem e até foi bastante simpático. Quando lhe perguntamos se podíamos seguir ele perguntou se não podíamos dar algo para o pequeno almoço dele. Demos-lhe 1000 Kz e fomos a conversar que realmente é bem melhor serem honestos e pedirem o dinheiro, do que inventarem problemas que não existem.</p>
<p>Já bastante em cima da hora continuámos para o Aeroporto. Mesmo a chegar ao parque de estacionamento estava um polícia a parar todos os carros. Brancos para um lado, não brancos para o outro. Disse-lhe: Fui parado há cinco minutos agente, tenho um avião para apanhar. Ele diz-me: Hoje está com azar. O P.G. e eu já nos estávamos a passar. O seu carro falta-lhe o documento X e por isso tem de ser rebocado. Ai meu deus, vá diga lá quanto quer. 4000 kz para mim e para os meus colegas. Demos o dinheiro e eu fui a correr para dentro do Aeroporto.</p>
<p>Deviam ser tipo 7:20 quando entrei dentro do aeroporto, mas ao passar pelo radar e controle do passaporte ainda me pediram mais 400kz para comer qualquer coisa. Não estava nada preocupado com a hora porque previ grandes atrasos. Dentro da zona de embarque não havia em lado nenhum indicações das horas dos voos, nem de quando é o embarque.</p>
<p>Eu tinha visto do lado de fora algo escrito à mão num quadro que dizia voo para Lubango perto das 9:30 e por isso esperei. Chamaram duas vezes voos para o Lubango, mas não era da TAAG (afinal pelos vistos até há muitos voos para o Lubango).</p>
<p>Ia perguntando pelos voos às pessoas. Mas ninguém sabia de nada. Às 11:30 chamaram para embarque Lubango da TAAG. Ao mostrar o meu bilhete disseram-me: este não é o seu voo. O seu voo já saiu. Ao que respondi mas eu tou cá deste as 7:10 e não ouvi nada. Eles disseram-me que o voo saiu ás 7. Meia hora antes???</p>
<p>Fiquei à espera mas acabaram por me deixar embarcar nesse voo. Antes de entrar no avião estavam duas filas enormes de malas e dizem-nos: identifiquem as vossas malas para embarcarem.</p>
<p>Claro que a minha mala não estava lá. Nem a minha, nem a de outro senhor. Nós na pista, eles todos meios tontos de um lado para o outro. Uns diziam-me: a mala não pode ter ido sem o passageiro. Outros diziam: vá que a sua mala já deve tar no avião.</p>
<p>Mesmo sem mala e sem vontade lá entrei no avião. Uma hora depois estava no Lubango. Dentro do aeroporto não conseguiram encontrar a minha mala. Já tava a imaginar que me iam pedir milhares de Kwanzas para encontrar a mala. Mas não, Levaram-me até um contentor guardado pela polícia e lá estava a minha mala. Foram cordiais, educados e atenciosos. Devolveram-me a mala sem pagar nada, e apesar do cadeado estar aberto estava tudo na mala.</p>
<p>Resumo: Vários voos para o Lubango, várias companhias, vários polícias corruptos, menos 5400 Kz (que são 50 USD), e muito sentimento de angústia, de revolta e de ter sido abusado. E claro infinita prática para ter paciência.</p>
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		<title>Eterno Retorno</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Apr 2010 07:41:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Eterno retorno]]></category>
		<category><![CDATA[Repetição]]></category>
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		<description><![CDATA[Ontem tive uma conversa interessante sobre a repetição. Uma amiga dizia-me que achava que os meus temas eram sempre os mesmos e perguntava-me se não achava que isso era curioso. Recordo quando ainda estudava gestão no ISCTE ter tido um professor de História muito original. Ele era daqueles professores que são mais cientistas que professores, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/04/19042010146.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-478" style="margin: 5px;" title="19042010146" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/04/19042010146-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a>Ontem tive uma conversa interessante sobre a repetição. Uma amiga dizia-me que achava que os meus temas eram sempre os mesmos e perguntava-me se não achava que isso era curioso.</p>
<p>Recordo quando ainda estudava gestão no ISCTE ter tido um professor de História muito original. Ele era daqueles professores que são mais cientistas que professores, que parecem messias de férias. Ele um dia disse uma coisa que não esqueci: a história não é circular, é uma espiral evolutiva, passamos sempre pelos mesmos sítios, mas uns quantos níveis acima.</p>
<p>Desde esse momento fui me cruzando com muita gente que me disse o mesmo de forma diferentes. Que realmente os nossos processos e a nossa história é feita de repetições. Aliás, para quem trabalha com constelações, sabe que essa é uma questão fundamental, a repetição de padrões.</p>
<p>Acontece que muitas vezes, quando ganhamos consciência dos nossos desafios e limitações as coisas tornam-se mais claras e mais subtís. De tal modo que, por vezes, nem percebemos que a questão é exactamente a mesma, mas camuflada de algo diferente.</p>
<p>Já escrevi há muito tempo sobre mim e aliás sobre a minha escrita, sobre a forma como ela é muito circular. Abordo os meus temas e as mesmas questões. Apenas lhes mudo as formas e os moldes.</p>
<p>Gosto de acreditar que vou avançando e evoluindo. Gosto de acreditar que aprendo e amadureço. Mas não me iludo ao ponto de negar as minhas questões e dúvidas. Os limites, o respeito, o reconhecimento, o amor próprio são os meus temas. Estas são as coisas que tenho de trabalhar durante toda a minha vida.</p>
<p>E assim, uma das licções que aprendi, é que não há drama nas repetições, ou seja, a vida é feita de tudo. Se paramos durante muito tempo numa questão, se criamos angústia em relação a alguma área da nossa vida, não saímos de lá. Repetir, ter dúvidas, questionar, e não saber o que fazer faz parte de estar vivo. Amar o nosso ritmo e a capacidade que temos e a nossa dúvida é uma grande licção. Ainda me zango muito comigo e com os outros, mas quem sabe se quando voltar aqui, uns passos à frente, custe menos.</p>
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		<title>Medos que mudam</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 06:21:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Crescer]]></category>
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		<category><![CDATA[Medo]]></category>
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		<description><![CDATA[Por circunstâncias da minha vida profissional aqui em Luanda hoje voltei ao sítio onde a minha carreira profissional começou em Angola. Foi em Setembro do ano passado (2009) que me deparei primeiro com este país. A chegada foi muito difícil. Já escrevi sobre isso, mas hoje, passado quase quatro meses de vida nesta cidade foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por circunstâncias da minha vida profissional aqui em Luanda hoje voltei ao sítio onde a minha carreira profissional começou em Angola. Foi em Setembro do ano passado (2009) que me deparei primeiro com este  país. A chegada foi muito difícil. Já escrevi sobre isso, mas hoje,  passado quase quatro meses de vida nesta cidade foi tudo diferente.</p>
<p>Podem ler o resto do post <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://galiciaconfidencial.com/nova/5666.html');" href="http://galiciaconfidencial.com/nova/5704.html">http://galiciaconfidencial.com/nova/5704.html</a></p>
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		<title>36 anos &#8211; Proposta para todos</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Apr 2010 17:50:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[36 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá a todos. Aqueles que me conhecem melhor sabem que no dia 1 de Abril de 2010 vou fazer 36 anos. E os que me conhecem mesmo muito bem sabem que eu costumo ter a ousadia de pedir os meus presentes. Descobri que esta é uma forma óptima de ter o que quero e de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" style="border: 5px; margin: 5px;" title="Presente de Fotografia" src="http://4.bp.blogspot.com/_FAVP54Gs144/R0tfX2BnR5I/AAAAAAAAAKw/67iCdrdFu40/s400/Green-gift.jpg" alt="" width="300" height="350" />Olá a todos. Aqueles que me conhecem melhor sabem que no dia 1 de Abril de 2010 vou fazer 36 anos. E os que me conhecem mesmo muito bem sabem que eu costumo ter a ousadia de pedir os meus presentes. Descobri que esta é uma forma óptima de ter o que quero e de facilitar quem não sabe o que me oferecer.</p>
<p>A minha amiga RP e eu temos trocado alguma correspondência. Ela envia-me cartas e eu respondo-lhe por email. A verdade é que contra todas as convicções as cartas têm chegado cá. E é uma alegria receber correspondência à moda antiga.</p>
<p>Para além disso tenho uma paixão um pouco compulsiva por fotografias de pessoas. Gosto de as ter, de as receber, de as coleccionar.</p>
<p>Daí surgiu o meu projecto: e se cada pessoa me enviasse uma carta pelo correio à moda antiga, com uma ou mais fotografias suas à moda antiga?</p>
<p>É muito simples: tiram uma foto vossa, imprimem ou mandam revelar a respectiva, e depois colocam-na num envelope com a seguinte morada:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Rua Gil da Liberdade 124,</p>
<p style="padding-left: 30px;">Bairro Valodia,</p>
<p style="padding-left: 30px;">Sambizanga</p>
<p style="padding-left: 30px;">Luanda</p>
<p>Prometo que vou afixando as fotos na minha parede e vou tirando fotos da minha parede e colocando online para verem as fotos.</p>
<p>Não precisam de ser meus amigos para me enviarem a vossa foto, mas ficar<span style="text-decoration: line-through;">am</span>ão (obrigado chato!) mais meus amigos se me a enviarem.</p>
<p>Vou ficar ansiosamente à espera.</p>
<p>Beijos e abraços a todos.</p>
<p><strong>ESTADO INICIAL DA PAREDE A 16 DE MARÇO</strong><br />
<a href="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/10032010093.jpg"><img class="size-medium wp-image-400 alignnone" style="border: 5px none; margin: 5px;" title="Parede Inicial" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/10032010093-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p><strong>INFORMAÇÃO DIA 22 DE MARÇO</strong></p>
<p>As cartas estão a demorar em média 18 dias&#8230;</p>
<p><strong>Informação dia 13 de Abril</strong></p>
<p>Chegaram 3 fotos, duas de avião e uma no correio. Depois coloco aqui uma foto. Mas estas vieram por email e não pude parar de rir.</p>

<a href='http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/36-anos-proposta-para-todos/attachment/10032010093/' title='Parede Inicial'><img width="150" height="150" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/10032010093-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Parede Inicial" title="Parede Inicial" /></a>
<a href='http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/36-anos-proposta-para-todos/attachment/dsc_0010/' title='DSC_0010'><img width="150" height="150" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/DSC_0010-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC_0010" title="DSC_0010" /></a>
<a href='http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/36-anos-proposta-para-todos/attachment/dsc_0011/' title='DSC_0011'><img width="150" height="150" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/DSC_0011-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC_0011" title="DSC_0011" /></a>
<a href='http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/36-anos-proposta-para-todos/attachment/dsc_0012/' title='DSC_0012'><img width="150" height="150" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/DSC_0012-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC_0012" title="DSC_0012" /></a>
<a href='http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/36-anos-proposta-para-todos/attachment/dsc_0013/' title='DSC_0013'><img width="150" height="150" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/DSC_0013-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC_0013" title="DSC_0013" /></a>
<a href='http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/36-anos-proposta-para-todos/attachment/dsc_0014/' title='DSC_0014'><img width="150" height="150" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/DSC_0014-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC_0014" title="DSC_0014" /></a>
<a href='http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/36-anos-proposta-para-todos/attachment/dsc_0015/' title='DSC_0015'><img width="150" height="150" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/DSC_0015-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC_0015" title="DSC_0015" /></a>
<a href='http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/36-anos-proposta-para-todos/attachment/dsc_0016/' title='DSC_0016'><img width="150" height="150" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/DSC_0016-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC_0016" title="DSC_0016" /></a>
<a href='http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/36-anos-proposta-para-todos/attachment/dsc_0017/' title='DSC_0017'><img width="150" height="150" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/DSC_0017-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC_0017" title="DSC_0017" /></a>
<a href='http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/36-anos-proposta-para-todos/attachment/dsc_00131/' title='DSC_00131'><img width="150" height="150" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/DSC_00131-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC_00131" title="DSC_00131" /></a>

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		<title>Tempo certo</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 20:29:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma das descobertas incríveis que tenho feito na minha vida é uma de partilha difícil. Falar de ritmos, de tempos, de forças superiores, e de tudo o que está associado a isso é algo no mínimo polémico. Há umas semanas atrás, quando conversava com uma das amigas que cá tenho ela dizia: &#8220;Sabes Bernardo, aprendi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das descobertas incríveis que tenho feito na minha vida é uma de partilha difícil. Falar de ritmos, de tempos, de forças superiores, e de tudo o que está associado a isso é algo no mínimo polémico. Há umas semanas atrás, quando conversava com uma das amigas que cá tenho ela dizia: &#8220;Sabes Bernardo, aprendi que o melhor é deixar a vida me levar.&#8221;</p>
<p>Podem ler o resto do post <a href="http://galiciaconfidencial.com/nova/5666.html">http://galiciaconfidencial.com/nova/5666.html</a></p>
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