Houve uma altura na minha vida em que me salvaste. Não o sabes, mas salvaste-me. A mim e a tantos outros. Estava em Faro, na fase final da minha adolescência e não conseguia encontrar grande sentido para a minha vida.
Mas tu apareceste. Querias juntar os jovens e fazer um grupo. Daqueles jovens da igreja da Sé que já não tinham mais catequese para fazer. E a ideia pareceu-me excelente. E fui com o R. bater à porta de toda a gente.
E foi lá que reencontrei a L. que viria a ser membro do grupo de jovens, que tinha andado comigo na escola primária, e que acabaria por ser a minha primeira namorada.
O grupo de jovens for maravilhoso. Fazíamos coisas, ajudávamos as pessoas. Tínhamos um grupo, e é tão bom ter um grupo.
Estávamos todos juntos, quase todos os dias. Éramos todos família. Sem medos, sem tabus, sempre com a capacidade de falar de tudo e sobre tudo.
No meu coração ficam as tuas preocupações com a ecologia, com o respeito pelo nosso corpo. A nossa viagem a Fátima e todo o amor e serenidade que sempre tinhas para nos oferecer.
Hoje a L. ligou-me para me dizer que partiste. Não tenho dúvidas que o céu te recebeu de braços abertos. Se alguém o merece és tu. Tinhas 76 anos e doas-te o teu corpo para a ciência.
Desculpa, mas vou ficar com um bocadinho de ti em mim para sempre. E este não pode ir para a ciência. Ensinaste-me tanta coisa. E preciso do que aprendi.

Esta noticia inesperada abriu um baú de memorias de momentos de amizade sincera, verdadeira e franca, que o tempo e a distância não apaga dos nossos corações, mesmo quando alguém vai para junto do Senhor.
Acho que eramos e somos uma familia em que algo de muito profundo, e que é por vezes dificil de explicar aos outros, nos une.
Obrigada Bernardo por conseguires expressá-lo tão bem.
Beijinhos Ana
Aqui fica expresso o que de facto sentiamos ou sentimos por aquela familia que fomos mas que ainda somos mesmo longe uns dos outros. Tivemos esta grande mulher que nos uniu e nos ensinou a viver o Amor Fraterno, e como tu Bernardo eu fiquei com um pouco dela.
Meu caro, eu chamo-me Nelson Lima Salomé Ferreira. Estou a te escrever de lágrimas nos olhos e coração sangrado de dor. para mim a Irma Maria Susana Cesar Gaspar de Almeida foi e é a primeira luz que apareceu na minha vida. tenho tanto para falar, mas ja nao consigo, sinto tanta falta dela, eu queria que ela estivesse viva, eu queria cuidar dela com as minhas proprias maos, foi nos anos 80, quando Irma Susana apareceu em São Tomé e Príncipe, eu era uma criança pobre sem rumo nem esperança, Ela foi a primeira luz que apareceu na minha vida.Deu-me um pão e ensinou-me a pescar, matriculou-me no curso de dactilografia, deu-me trabalho nas Cáritas de S. Tomé e Príncipe, e por último ajudou-me a vir para Portugal arranjar a vida. Nunca me deichou. Sempre e sempre me acompanhou, como a Maria mãe de Jesus Ela Sempre sofreu quando eu sofri, Sempre esteve comigo. Só peço a Deus Que esta Querida Santa Irmã Maria Susana de Almeida Continue a zelar por todos nós de quem ela foi a Luz da vida, da paz e do amor.caro amigo se ela te falar, diga-lhe Querida Irmã Nelson tem muitas saudades tuas. obrigado, abraço-vos no amor fraterno. meu endereço é lima.71@sapo.pt
Caro Nelson, as tuas palavras também me comoveram. Obrigado por elas. É maravilhoso saber que nos encontraste aqui e que algures a Susana sorri de alegria por nos saber reunidos. Muita alegria na tua vida e que esta seja sempre cheia de Amor.
Eu sou um pescador
Na barca do amor
Venho navegar
neste imenso mar
Num segredo estenso como areia
Dicifrado pelo clarão da lua
Da dor sentida lembra o pescador
cujo remedio tem o amor
a cura da praia nua
Nos braços da terra o mar o vento e a lua
Pescador do amor, foste Tu
Querida Irmã Maria Susana Cesar Gaspar de Almeida
Pelo amor me pescasteis
De mim fizeste o pescador de amor.
Obrigado, Que Deus te acochegue nos seus braços Terno
Por toda a Eternidade.
Nelson Lima Salomé Ferreira
Caro Bernardo
Sou primo de Maria Suzana e vivo no Brasil. Havia perdido contato com ela há alguns anos. Como estou indo a Portugal neste setembro, resolvi pesquisar, via internet, seu paradeiro e me deparo com a triste notícia de seu falecimento.
Busco agora saber se poderia obter notícias de sua irmã Maria Leonor.
Ficaria grato se você tivesse alguma indicação que pudesse me auxiliar.
Atenciosamente,
Carlos Sergio
Caro Carlos, os meus sinceros sentimentos!
Na realidade estou muito longe de Portugal e desconheço quam é a Irmã Maria Leonor.
Peço desculpa mas não sei mesmo como te ajudar.
Um abraço