Hoje foi um dia particularmente forte para mim, em rigor, o dia forte começou ontem, mas só hoje, com o nascer do novo dia, consegui olhar para a vida e para a aprendizagem e para a gratidão que sinto pela lição que a A. me ofereceu.
Se alguma vez existiu em mim qualquer dúvida sobre a capacidade que temos de mudar e de ficarmos melhor connosco mesmos hoje essa dúvida dissipou-se. Não quero muito falar sobre a vida alheia, quero só falar sobre três coisas: os acontecimentos da nossa vida, a intensidade com que os vivemos e a alegria de nos sabermos num bom caminho.
No Facebook, a pensar na minha vida e na conversa com a minha amiga escrevi:
A quantidade de drama de uma situação é exclusivamente a quantidade que decidimos pôr nela e a quantidade que damos aos outros para porem também. Os momentos de dor e tristeza podem ser leves e não ter drama nenhum.
Tenho descoberto, ao longo da minha vida, e pela minha observação da vida alheia, que há pessoas que passam por momentos de dificuldade profunda, com uma serenidade heróica, e outras pessoas que sofrem longa e loucamente por acontecimentos que aparentam ser pequenos. Não nos cabe sem dúvida a nós julgar a dor alheia ou a intensidade da raiva, do sofrimento, da revolta ou da mágoa. Mas cabe-me a mim dizer que há uma alternativa. E que neste mundo podemos escolher.
Na realidade existia ainda uma forma mais simples de escrever o que estava a sentir, e assim no Facebook voltei a dizer:
As coisas acontecem independentemente de nós. A carga que lhes colocamos é da nossa exclusiva responsabilidade.
Acho que é esta a chave. Não controlamos a grande maioria dos eventos da nossa vida, mas controlamos os nossos sentimentos, os nossos sentidos e a nossa intensidade. Tanto a maior alegria como a maior tristeza podem ser vividas com serenidade ou com muita intensidade. Mas isso é verdadeiramente independente do acontecimento, e muito menos é responsabilidade do outro.
Todos temos o direito a escolher, todos podemos optar. A cada um só cabe fazer a sua escolha por si, e respeitar a escolha do outro. Por muito dolorosa, triste, cruel, fantástica, surpreendente, magnífica que pareça ser a mesma. E aí cabe a segunda parte da lição.
Colocar a nossa intensidade nas coisas que nos acontecem, respeitar a intensidade dos outros. E celebrar sempre que permanecemos serenos, tranquilos e erguidos perante os desafios e as adversidades.
Isto também é para ti!!!
Aplaudo de pé cada palavra e sinto a libertação e o amor a correr dentro de mim. Obrigada. bjs
Bernardo, obrigada pelo “Isto também é para ti!”
“A espantosa realidade das coisas é a minha descoberta de todos os dias. Cada coisa é o que é. E é-me difícil explicar a alguém o quanto isso me alegra, o quanto isso me basta!” Sic. Fernando Pessoa.
Não é fácil! Mas é Adulto e Íntegro!
Obrigada!!:)
Obrigada por estares sempre tão perto…
No entanto longo e muitas vezes penoso é o caminho que percorremos para chegar a esta conclusão.Parabéns.