Há dois dias atrás fui a uma Faculdade nova onde vamos implementar o software. Depois de meia a hora a bater com a cara nas portas lá consegui que uma senhora me ajudasse e acabei por me encontrar frente a frente com um professor responsável pela área académica. Desejei-lhe um bom dia, e ele a mim, e disse-lhe quem era. E antes que pudesse explicar a razão da minha visita, o que estava lá a fazer, o que pretendia, o que era necessário etc, o professor começou a falar.
Os que não me conhecessem não sabem, mas eu por natureza sou agitado, falador e confesso que por vezes tenho o mau hábito de interromper as pessoas, principalmente quando acho que o que tenho para dizer é muito importante.
Ora o professor estava a falar, e eu super impaciente tentei interrompê-lo duas ou três vezes, até que, em determinado momento, ele olha para mim e diz: Numa discussão académica, aliás como na vida do dia a dia, para se chegar a bom termo, quando duas partes se encontram, tem de se deixar cada uma das partes expor as suas preocupações e opiniões, para depois de ambas o fazerem, podermos procurar um ponto comum de encontro.
Sorri concordando silenciosamente. Realmente, tão apologista que sou do diálogo, tinha a obrigação e o dever de o deixar expressar a sua opinião. Sabe-se lá o que podia aprender. Mais ainda, naquele momento recordei-me de uma conversa em que os meus colegas em Portugal me tinham dito que quando duas pessoas se encontram, aqui em Angola, é por regra o mais velho que deve começar a falar, e só depois o mais novo. E faz sentido.
Que haja respeito pela ordem natural das coisas.
Bjinh*s
Grande maluco que és amigo. Tenho seguido com atenção as tuas aventuras ai por Angola. Fantastico. desejo-te que corra tudo bem. Abraço do chato do Mário
Será que depois conseguiste dizer alguma coisa? Fiquei com curiosidade de saber o tema da sua exposição, confesso.
Somos todos professores uns dos outros… Andamos sempre a aprender.
Beijinhos,
Rita
Ah, pois é!
Haja alguém que te põe travão!