Detesto baratas. Posso dizê-lo já. Ao ponto de preferir correr na direcção contrária quando vejo uma. Vem desde os anais da história. Lembro-me de ser pequeno e da minha mãe toda encolhida me pedir ajuda para matar uma que estava no quarto. Escuso detalhes, mas digo-vos só que ganhei orgulhosamente essa batalha.
Quando fui viver para a nova casa no Estoril a garagem estava infestada de baratas. Na altura, sofria muito. Tinha sempre que acender as luzes e fugir sempre na direcção possível para escapar do ataque das 4 ou 5 baratas que me esperavam na garagem.
Felizmente, quando vim para Angola, no pátio, existia uma colónia de férias de baratas, particularmente nos cantos e debaixo dos baldes, mas tantas e tão “bonitas” que me tornei imune a essas pequenas criaturas. Tão imune que até a C., quando já de volta à minha garagem me dizia: Bem, estás mesmo diferente.
Sim agora era um duro. Agora não as temia, elas até são engraçadas e têm umas antenas giras…
Mas isto de Deus, ou o Cosmos, ou o Isso ter sentido de humor é lixado. Ontem ao caminhar pelo exterior dos quartos uma barata passou a voar ao meu lado. Mesmo ao meu lado. A voar!!! E depois quando já de volta dentro do quarto algumas continuaram a aterrar no lado exterior da janela.
E pronto, fiquei de tal forma em stress, que não conseguia ir para o quarto. Baratas voadoras? Só podem estar a gozar comigo. É que enquanto rastejam em câmara mais ou menos lenta dá para correr, para as pisar ou apenas para as ficar a ver andar de um lado para o outro.
Mas a voar, com a possibilidade de me aterrarem em cima, e de me tentarem comer as orelhas, ou os olhos. Há um limite razoável para o exercício de coragem. Sinceramente há desafios que preferia não ter de enfrentar. Sentido de humor Deus, mas não é preciso exagerar.
Quando voltares a Lisboa, já vens amiguinho das baratas voadoras!
Resta saber qual será a próxima surpresa!!
Só de te ler senti estômago às voltas. Grrrr!!! Baratas… bem, há um(a) que é tolerável
(ahahah). Beijo gd. Miss You
Sim é verdade ainda não me tinha lembrado desse barata. Enfim esse até é fixe.
Como te compreendo! Esse horror deve ser genético, por culpa minha. Desculpa, filho. Que tal um capacete com uma viseira?
Pois é mãe, quem sai aos seus…
Ramirez…. Faz-te homem pá!
Oh corajoso anda cá tu tomar conta delas…
não consigo sequer escrever-lhes o nome… tenho fobia das ditas… uma vez, era o Iago pequeno, entrou uma a voar pela janela da minha sala e eu tranquei-me na cozinha com ele a gritar e a tremer….
só saí de lá quando a dita foi exterminada, não pelos esforços mais ou menos heróicos do miguel (entrou na cozinha duas vezes para recobrar ânimo enquanto me dizia, de olhos esbugalhados e mãos a tremer “é enorme”) mas quando, acoçada, acabou por se suicidar, atirando-se contra a ultra-potente lâmpada do candeeiro da sala. Que fundio.
se o miguel não estivesse lá estado chamava os bombeiros. ou o meu paizinho. juro.
Quando elas se suicidam é muito mais fácil…
querido amigo, contei a peripécia das visitadoras voadoras ao meu pai que me transmitiu o seguinte conselho”O truque é pensar que são lagostins de rio, a convivência torna-se mais fácil”.
Ao que eu respondi…. “convivência?! assim tipo, tolerar e tal, elas ali nós aqui, etc?! ARHHHHHHHHH!!!!! MEDO TERROR e PAVOR”
Resposta paterna “*suspiro*. O Bernardo entende.”
beijos fóbicos