Não sou deste mundo. Ou este mundo não é meu.
Hoje, sentado no bar do hotel voltei a lembrar-me muito de uma coisa que escrevi há tempos: “People are always saying I am not of this world, but who has told them they are the ones who are home?”
Também hoje encontrei via web uma grande amiga. E no meio de uma conversa muito bonita ela dizia que nós somos da mesmo tribo.
E somos mesmo. Se calhar a resposta é essa. Temos muitas tribos neste planeta. Tribos diferentes, com cores, com gostos e com forças diferentes e formas de estar diversas.
A minha é uma tribo pequenina, que não se nota muito e que se não olharem com atenção passa despercebida. Olho para a esta tribo maioritária e fico sempre meio em surpreso. Por sermos, nós os pequeninos, tão diferentes desta larga maioria.
A tribo aqui é um pouco diferente da daí. Aqui é mais física, mais da forma e mais do imediato. Mas mesmo assim, ou se calhar até mais, pertenço ainda menos a ela.
Mas com a minha tribo, apesar de estarmos unidos todos pela alma a verdade é que sinto muita falta de ter a minha tribo comigo. É uma aventura solitária esta de se ser singular. É uma aventura solitária esta que escolhi para mim, nesta fase da vida.
Obrigado SM por sermos da mesma tribo, ensinas-me muitas coisas boas e partilhas outras tantas igualmente maravilhosas.
É muito bom poder visitar e conviver com outras tribos. São experiencias enriquecedoras a vários níveis. Perceber que cada tribo é o que é, respeiá-las…Não é necessário mais.Os horizontes alargam-se!…Isso é crescimento. O sentir-se só no meio de outras tribos faz parte da vida adulta!
Sê como a água, contorna, envolve, flui…e continua a ser tu mesmo!