<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>bernardoramirez [feeling right]Amor | bernardoramirez [feeling right]</title>
	<atom:link href="http://www.bernardoramirez.com/tag/amor/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.bernardoramirez.com</link>
	<description>Um espaço dedicado à Comunicação, às Constelações e à Tecnologia</description>
	<lastBuildDate>Mon, 11 Apr 2011 20:42:54 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Meus queridos pais</title>
		<link>http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/meus-queridos-pais/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=meus-queridos-pais</link>
		<comments>http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/meus-queridos-pais/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 01 Apr 2011 11:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe]]></category>
		<category><![CDATA[Pai]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.bernardoramirez.com/?p=1707</guid>
		<description><![CDATA[Que sorte tenho! Olho para vocês e vejo-me. Vejo-me na generosidade, na preocupação ao próximo, na curiosidade mental, no gostar de falar e estar com os outros. Olho para vocês e sinto-me. Nas inseguranças, no amor grande, na vergonha e na gargalhada. Olho para vocês e agradeço. Ter uma família grande e pequena, ter os...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que sorte tenho!</p>
<p>Olho para vocês e vejo-me. Vejo-me na generosidade, na preocupação ao próximo, na curiosidade mental, no gostar de falar e estar com os outros.</p>
<p>Olho para vocês e sinto-me. Nas inseguranças, no amor grande, na vergonha e na gargalhada.</p>
<p>Olho para vocês e agradeço. Ter uma família grande e pequena, ter os meus amigos, ter casa, ter comida, ter saúde, ter vida.</p>
<p>O que sou devo-o a vós!</p>
<p>Olho para vocês e sorrio. E peço a Deus que me dê a força, a sabedoria e a coragem para ter em mim as coisas que mais admiro e vejo em vocês todos os dias, e para ter as forças para aprender a superar aqueles nossos aspectos que por vezes nos desafiam mais.</p>
<p>Certamente não somos uma família tradicional, mas somos a <strong>minha família</strong>. E tenho tanta sorte. Tenho-vos aos dois. Nos bons momentos, nos maus momentos, nos silêncios, nos diálogos, nas alegrias e nas tristezas.</p>
<p>Meus queridos pais OBRIGADO!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/meus-queridos-pais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Relação e amor</title>
		<link>http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/relacao-e-amor/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=relacao-e-amor</link>
		<comments>http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/relacao-e-amor/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 Mar 2011 09:00:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Coragem]]></category>
		<category><![CDATA[Descoberta]]></category>
		<category><![CDATA[Relação]]></category>
		<category><![CDATA[Relação e Amor]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.bernardoramirez.com/?p=1649</guid>
		<description><![CDATA[Ao longo desta minha pequena experiência de vida falo muitas vezes, e interrogo-me muitas mais, sobre o que é o amor e o que são as relações. Com o tempo fui descobrindo algo que é sempre muito doloroso: que para uma relação funcionar não basta existir amor. O amor, como o vejo, é um sentimento...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao longo desta minha pequena experiência de vida falo muitas vezes, e interrogo-me muitas mais, sobre o que é o amor e o que são as relações. Com o tempo fui descobrindo algo que é sempre muito doloroso: que para uma relação funcionar não basta existir amor. O amor, como o vejo, é um sentimento que une as pessoas. Esse sentimento pode ser consciente ou inconsciente. Forte ou fraco. Bonito ou feio.</p>
<p>A verdade é que grande parte das relações a dois assentam em alguma forma ou formato desse amor. Hoje também acredito que há relações que se constroem sem amor. E por vezes que até conseguem fazer esse amor nascer. Flávia Monsaraz, de quem já falei muitas vezes, costumava dizer: O mais importante não é amar o que se deseja, é aprender a desejar o que se ama. Porque quando se deseja quer-se algo e é fácil gostar. Mas continuar a desejar o que se ama exige um exercício muito maior.</p>
<p>As relações não são fáceis, e de todas as amorosas são as mais exigentes. Se para além do nosso sentimento ainda temos de pôr na equação os nossos medos, os nossos gostos, a nossa cultura e a nossa educação a complicação é muito maior; como naquele filme em que um casal na cama a falar aparecia com os pais de cada um de cada lado da cama. E se calhar é mesmo assim, os nossos pais também estão na nossa relação.</p>
<p>Mas voltando ao princípio agora olho para o amor e para as relações de forma diferente. Até porque para mim o difícil nunca foi o amar. Esse, para mim, vem sempre fácil. O difícil sempre foi encontrar uma relação que fosse equilibrada para ambas as partes. Chegou a haver um momento na minha vida em que estava convencido que isso não existia: equilíbrio na relação.</p>
<p>Felizmente esse tempo terminou. Felizmente descobri que uma relação pode funcionar. E hoje sentiu-o dentro de mim. Porque agora vejo que uma relação que nos faça feliz é Amor, é cumplicidade, é diálogo, é carinho, é sexo e corpo e é respeito.</p>
<p>E esta fórmula, nada científica, não tem de ser igual para todos. Porque para alguns pode existir outra coisa mais importante. Porque o amor e a relação tem muitas formas, tantas como as pessoas.</p>
<p>Na minha relação não vivo sem dúvidas, não vivo sem problemas, não vivo sem desafios. Mas vivo com a vontade conjunta de os ultrapassar e com o respeito pelos tempos e pela forma de ser de cada um. E por isso o amor é muito importante, mas uma relação são muitas coisas para além do amor. Ou pelo menos, as minha são.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/relacao-e-amor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Olhar</title>
		<link>http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/olhar/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=olhar</link>
		<comments>http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/olhar/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Mar 2011 09:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Olhar]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.bernardoramirez.com/?p=1581</guid>
		<description><![CDATA[Olho e vejo para lá Para lá das coisas Para lá das pessoas Olho e vejo bem fundo Fundo naquilo que somos E fundo naquilo que queremos ser Olho para tudo com um olhar de criança Com um olhar inocente e curioso E o que vejo do mundo Aquilo que percebo e entendo É imenso...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Olho e vejo para lá</p>
<p style="text-align: left;">Para lá das coisas</p>
<p style="text-align: left;">Para lá das pessoas</p>
<p style="text-align: left;">Olho e vejo bem fundo</p>
<p style="text-align: left;">Fundo naquilo que somos</p>
<p style="text-align: left;">E fundo naquilo que queremos ser</p>
<p style="text-align: left;">Olho para tudo com um olhar de criança</p>
<p style="text-align: left;">Com um olhar inocente e curioso</p>
<p style="text-align: left;">E o que vejo do mundo</p>
<p style="text-align: left;">Aquilo que percebo e entendo</p>
<p style="text-align: left;">É imenso e enorme</p>
<p style="text-align: left;">É cheio de magia e de alegria</p>
<p style="text-align: left;">E é cheio de AMOR</p>
<p style="text-align: left;">E isso enche o meu coração</p>
<p style="text-align: left;">O meu coração infantil</p>
<p style="text-align: left;">O meu coração mimado</p>
<p style="text-align: left;">Que sente, que fibra, que treme e que teme</p>
<p style="text-align: left;">E esse movimento perpétuo</p>
<p style="text-align: left;">Esse movimento que é vida</p>
<p style="text-align: left;">Alimenta o meu OLHAR</p>
<p style="text-align: left;">E recomeço assim o meu caminho</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/olhar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ajudar ou Confiar</title>
		<link>http://www.bernardoramirez.com/constelacoes/ajudar-ou-confiar/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=ajudar-ou-confiar</link>
		<comments>http://www.bernardoramirez.com/constelacoes/ajudar-ou-confiar/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Nov 2010 17:35:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Constelações]]></category>
		<category><![CDATA[Ajudar]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Confiar]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.bernardoramirez.com/?p=569</guid>
		<description><![CDATA[- Não estou a perceber o que me dizes&#8230; - É natural, só agora começo a perceber o que te estou a dizer. - Mas, naquele dia, vieste ter comigo, a pedir conselhos. Disseste que não sabias o que querias fazer, que estavas com medo de não conseguir, e a perguntar-me o que faria no...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Não estou a perceber o que me dizes&#8230;</p>
<p>- É natural, só agora começo a perceber o que te estou a dizer.</p>
<p>- Mas, naquele dia, vieste ter comigo, a pedir conselhos. Disseste que não sabias o que querias fazer, que estavas com medo de não conseguir, e a perguntar-me o que faria no teu lugar.</p>
<p>- E realmente disseste-me para fazer aquilo. Explicas-te-me o que era melhor. Disseste que da tua experiência era o que deveria fazer.</p>
<p>- Sim! E mesmo assim, não conseguiste. E fui te dizendo como poderias resolver as coisas e ultrapassar o teu problema. Estavas a sofrer tanto.</p>
<p>- Sim, foram tempos difíceis. Mas agora venho aqui agradecer-te a ajuda e os conselhos e dizer que não mais preciso deles. Aliás não precisei nunca. Apenas estava convencido que não conseguia resolver por mim. E como queria colo, deste-me colo.</p>
<p>- Não estou a perceber, mas não te ajudei? Não estás melhor agora assim?</p>
<p>- Não é isso o importante. Apenas vim partilhar contigo o que descobri e agradecer-te.</p>
<p>- Agradecer?</p>
<p>- Sim, porque agora percebi que afinal não preciso que me digas o que fazer, mesmo que penses que isso me ajuda (porque não ajuda), preciso apenas do teu sorriso e da tua confiança em saberes que farei sempre o melhor que souber e conseguir.</p>
<p>- Como? Queres que acredite em ti? Mas tu enganas-te tantas vezes. Falhas, sofres, dispersas-te.</p>
<p>- Sim, pode ser realmente que sim. Mas se acreditares em mim dás-me força para encontrar o meu caminho. Se me dizes por onde ir retiras força à minha capacidade de decidir.</p>
<p>- &#8230;</p>
<p>- Já pensaste? Se calhar isso é o amor, e a amizade até. Confiar que a pessoa sabe e consegue o que é melhor para ela. E estar do lado dela, quando consegues, e quando não consegues.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.bernardoramirez.com/constelacoes/ajudar-ou-confiar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Como Dizia o Poeta</title>
		<link>http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/como-dizia-o-poeta/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=como-dizia-o-poeta</link>
		<comments>http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/como-dizia-o-poeta/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Nov 2010 11:12:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[MPB]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Poeta]]></category>
		<category><![CDATA[Toquinho]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Vinicius]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.bernardoramirez.com/?p=567</guid>
		<description><![CDATA[Quem já passou por essa vida e não viveu, Pode ser mais mas sabe menos do que eu. Porque a vida só se dá pra quem se deu, Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu. Quem nunca curtiu uma paixão Nunca vai ter nada, não. Não há mal pior do que a descrença,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><code><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/T1Gu1yS2_QU?fs=1&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/T1Gu1yS2_QU?fs=1&amp;hl=pt_PT" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></code></p>
<p>Quem já passou por essa vida e não viveu,<br />
Pode ser mais mas sabe menos do que eu.<br />
Porque a vida só se dá pra quem se deu,<br />
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu.</p>
<p>Quem nunca curtiu uma paixão<br />
Nunca vai ter nada, não.</p>
<p>Não há mal pior do que a descrença,<br />
Mesmo o amor que não compensa<br />
É melhor que a solidão.</p>
<p>Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair.<br />
Pra que somar se a gente pode dividir.<br />
Eu francamente já não quero nem saber<br />
De quem não vai porque tem medo de sofrer.</p>
<p>Ai de quem não rasga o coração,<br />
Esse não vai ter perdão.<br />
Quem nunca curtiu uma paixão,<br />
Nunca vai ter nada, não.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/como-dizia-o-poeta/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Da loucura ao amor</title>
		<link>http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/da-loucura-ao-amor/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=da-loucura-ao-amor</link>
		<comments>http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/da-loucura-ao-amor/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Nov 2010 17:30:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Escolha]]></category>
		<category><![CDATA[João]]></category>
		<category><![CDATA[Loucura]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.bernardoramirez.com/?p=561</guid>
		<description><![CDATA[Não costumo fazer isto aqui, mas recebi este presente como resposta ao texto anterior e por isso resolvi, com autorização da autora claro, partilhá-lo convosco: Da minha querida amiga A.L.: &#8220;Da loucura ao amor Um dos meus heróis, dos meus exemplos de vida é um homem louco que gastou a vida ao serviço dos outros,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não costumo fazer isto aqui, mas recebi este presente como resposta ao texto anterior e por isso resolvi, com autorização da autora claro, partilhá-lo convosco:</p>
<p>Da minha querida amiga A.L.:</p>
<p>&#8220;<strong>Da loucura ao amor</strong></p>
<p>Um dos meus heróis, dos meus exemplos de vida é um homem louco que gastou a vida ao serviço dos outros, chamado João. Curiosamente, o João nasceu em Portugal, mais concretamente em Montemor-o-Novo, na idade média.</p>
<p>João passou por muito na vida, podia contar a sua história, pois nunca me canso porque o admiro tanto tanto…Mas gostaria de me focar no ponto de mudança da sua vida.</p>
<p>Ainda jovem, mas já vivido e viajado, João enlouqueceu, saiu pelas ruas gritando que as pessoas são hipócritas, que os pobres são desprezados e abandonados, que o amor não é para ser apregoado mas vivido.</p>
<p>João enlouqueceu ao ponto de deixar a sua vida, as suas coisas, a sua profissão!</p>
<p>Foi internado num hospital onde viveu o degredo que viviam os doentes mentais…</p>
<p>Eram torturados, abandonados, tratados sem respeito, colocados debaixo dos pés de um mundo cruel e intolerante à diferença!</p>
<p>Quando saiu, percebeu que tinha que fazer alguma coisa!</p>
<p>Tudo o que tinha dava, dinheiro, roupa, comida! Vivia miserável aos olhos dos ricos, mas valorizado aos olhos dos pobres. E quem olha com amor é que tem sempre razão, a razão do coração!</p>
<p>João recebia no seu espaço os doentes que ninguém queria… Dava-lhes tudo, curava-lhes as feridas… Era o médico e o amigo…Era tudo, porque aquela gente nada tinha!</p>
<p>João é um marco na história da medicina e da enfermagem…</p>
<p>Mas para mim, ele é o meu herói do amor! Ao lado do meu pai e do Daniel, que são os meus heróis pessoais, não só pelo que fazem, mas principalmente pelo que são para mim!</p>
<p>Pergunto-me se terei que cruzar o limite da loucura para aprender a amar assim as pessoas e a vida… Porque vivo controladamente, o tempo todo!<br />
Talvez tenha, talvez seja isso…</p>
<p>No tempo de João, na idade média, os loucos eram fundamentais! Eram os desvios dos grupos, os outcasts, mas que acabaram por trazer a evolução à nossa sociedade!</p>
<p>No agora, quem se propõe a amar, continua a ser o louco.</p>
<p>Porque passou tanto tempo, mas continuamos intolerantes à diferença, cruéis, distantes, mentirosos, dissimulados, egoístas. Todos os dias ambicionamos mais, todos os dias mentimos, manipulamos, fugimos às responsabilidades, entregamos os fracos para serem julgados pelas nossas bocas… Esperamos amor dos nossos filhos mas assanhamo-los na sociedade para que sejam predadores insaciáveis.</p>
<p>Mas quando chega a nossa hora de sofrer, quando nos tornamos nós os fracos, admiramo-nos de sermos esquecidos pelo mundo, da mesma forma que esquecemos os outros!</p>
<p>João dizia: “do corpo à alma”. Para que sejamos sempre inteiros e aceitemos a nossa natureza social, o nosso desejo de nos partilharmos aos outros. Porque somos pessoas, e as pessoas foram feitas para se unirem por laços invisíveis que nos apertam para sermos mais, sempre mais!</p>
<p>É por isso que João é o meu herói: mais do que por ter sido o primeiro a separar os doentes por diagnóstico, por trazer o estatuto de pessoa ao doente mental, mais do que por ser um crente na vida e em Deus, por ser cheio de espírito, incansável e inteligente… João é o meu herói porque aprendi com ele que para amarmos incondicionalmente, com o nosso corpo e a nossa alma, temos que ser loucos!<br />
Passar literalmente à loucura! Porque só os loucos se entregam verdadeiramente ao amor.</p>
<p>Hoje, pergunto-me se é isso que quero verdadeiramente para mim…</p>
<p>E se for, então que venha a loucura.</p>
<p>Pois prefiro ser louca e entregar-me por amor, do que morrer sã sem nada ter vivido…</p>
<p>E o João? Perguntam vocês… Que lhe aconteceu?</p>
<p>Agora chamam-lhe S. João de Deus, porque amou até à morte, e o seu amor continuou a crescer até hoje… Obrigada João! <img src='http://www.bernardoramirez.com/wp_blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> &#8221;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/da-loucura-ao-amor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>No limiar da loucura</title>
		<link>http://www.bernardoramirez.com/constelacoes/no-limiar-da-loucura/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=no-limiar-da-loucura</link>
		<comments>http://www.bernardoramirez.com/constelacoes/no-limiar-da-loucura/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Nov 2010 12:16:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Constelações]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Limiar]]></category>
		<category><![CDATA[Loucura]]></category>
		<category><![CDATA[Tarefa]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.bernardoramirez.com/?p=559</guid>
		<description><![CDATA[Ontem, numa conversa com uma amiga, falámos do limiar da loucura, desse lugar onde nos encontramos às vezes, nesse linha ténue entre a sanidade e a loucura. Certamente alguns de vocês não a vão conhecer, mas a outros talvez seja familiar o que estou a falar. Existem muitas razões pelas quais alguém enlouquece, mais ainda...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem, numa conversa com uma amiga, falámos do limiar da loucura, desse lugar onde nos encontramos às vezes, nesse linha ténue entre a sanidade e a loucura. Certamente alguns de vocês não a vão conhecer, mas a outros talvez seja familiar o que estou a falar.</p>
<p>Existem muitas razões pelas quais alguém enlouquece, mais ainda esse estado pode ser permanente ou temporário. Mas, na grande maioria dos casos, é um lugar do qual não se retorna.</p>
<p>Dentro de nós, existem duas forças poderosas, quase independentes, que determinam e dão forma a grande parte do que somos. Por um lado a cabeça, a mente, as nossas ideias e pensamentos. Esta parte de nós permite-nos olhar para trás, olhar para a frente, sofrer ou ficar alegres, e, acima de tudo, estabelecer relações de convivência. Este lado adapta-se ou habita nas convenções sociais, no que nos é ensinado, no que aprendemos na escola, naquilo que vamos construindo como certo ou errado.</p>
<p>Por outro lado temos o coração, o sentir, aquela parte de nós que nos mantém ancorados no presente. Que nos permite comungar com o que nos rodeia, que nos liga à fonte, que nós dá a vida. Com esse lado conseguimos sentir, conseguimos perceber quem somos, conseguimos amar, e de forma conclusiva viver.</p>
<p>Acontece que, algumas vezes, e talvez sejam mais do que pensamos, esses dois lados não estão de acordo. A cabeça pode desejar algo que o corpo não entende ou precisa. Ou o coração sentir algo que a cabeça recusa aceitar ou até compreender.</p>
<p>Esses momentos manifestam-se de muitas formas. Das mais leves às mais pesadas. Pode ser apenas um enjoo, uma má disposição, uma dificuldade em nos lembrarmos de algo, ou um momento em que nos sentidos desligados de tudo.</p>
<p>Mas em momentos mais fortes, mais intensos, isso pode resultar em coisas que nos assustam. O corpo pode teimar em não fazer o que decidimos, ou podemos sentir uma dor e um vazio profundo a fazer algo que, à primeira vista, pareceria normal e correcto.</p>
<p>Se permanecemos nesse estado durante muito tempo, as forças vão aumentando e o confronto também. Ao ponto de chegarmos então a esse limiar da loucura. Onde sentimos que vamos nos perder de tudo, que vamos nos desligar para sempre e ausentar da vida, não obrigatoriamente com a morte.</p>
<p>Aquelas pessoas que, como eu, já estiveram nessa linha sabem-se reconhecer, vêm no olhar do outro e nas suas palavras a dificuldade e os desafios vividos. E sabem, como consigo próprios, que essas pessoas escolheram ficar do lado de cá e não se renderam.</p>
<p>Na realidade o desistir e o aceitar têm lugares bem diferentes nesta situação. Porque o desistir é abandonar-se à loucura, dizer que não há vida, e o aceitar é a compreensão profunda, o amor e o respeito por quem somos.</p>
<p>Não há chaves feitas, cada um tem de encontrar a sua, mas, visto pelo meu olhar, existe uma forma de ultrapassar este problema, aliás como tantos outros. Essa chave é a chave da aceitação. O reconhecimento que nós somos tudo. A cabeça, o coração, e tudo o resto que nos habita. E que essa multiplicidade de coisas nem sempre concorda, nem sempre coabita pacificamente.</p>
<p>E por isso, o nosso trabalho, a nossa tarefa, é uma de aceitação profunda. De reconhecer em nós essa batalha e deixá-la correr e aceitar que esse é o processo que necessitamos viver e passar para chegar ao “outro lado”.</p>
<p>Este também é um trabalho de amor profundo. De reconhecimento que somos belos na nossa imperfeição, que faz parte de nós, e que tudo existe para avançarmos. Esses momentos são oportunidades fantásticas de crescimento.</p>
<p>Nós, os que já lá estivemos, temos essa capacidade, de poder partilhar com os outros o que fizemos para não saltar para o outro lado, para não desistir. E esse também é um trabalho de amor, partilhar as nossas conquistas e descobertas com o mundo que nos rodeia. Bem como as nossas derrotas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.bernardoramirez.com/constelacoes/no-limiar-da-loucura/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Escolhas que somos sempre capazes de fazer</title>
		<link>http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/escolhas-que-somos-sempre-capazes-de-fazer/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=escolhas-que-somos-sempre-capazes-de-fazer</link>
		<comments>http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/escolhas-que-somos-sempre-capazes-de-fazer/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Mar 2010 16:30:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Alegria]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Escolhas]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.bernardoramirez.com/?p=439</guid>
		<description><![CDATA[Hoje foi um dia particularmente forte para mim, em rigor, o dia forte começou ontem, mas só hoje, com o nascer do novo dia, consegui olhar para a vida e para a aprendizagem e para a gratidão que sinto pela lição que a A. me ofereceu. Se alguma vez existiu em mim qualquer dúvida sobre...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/21032010128.jpg" class="broken_link"><img class="alignleft size-medium wp-image-441" style="border: 5px; margin: 5px;" title="Pés de Molho no Mussulo" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/21032010128-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Hoje foi um dia particularmente forte para mim, em rigor, o dia forte começou ontem, mas só hoje, com o nascer do novo dia, consegui olhar para a vida e para a aprendizagem e para a gratidão que sinto pela lição que a A. me ofereceu.</p>
<p>Se alguma vez existiu em mim qualquer dúvida sobre a capacidade que temos de mudar e de ficarmos melhor connosco mesmos hoje essa dúvida dissipou-se. Não quero muito falar sobre a vida alheia, quero só falar sobre três coisas: os acontecimentos da nossa vida, a intensidade com que os vivemos e a alegria de nos sabermos num bom caminho.</p>
<p>No Facebook, a pensar na minha vida e na conversa com a minha amiga escrevi:</p>
<h3>A quantidade de  drama de uma situação é exclusivamente a quantidade que  decidimos pôr  nela e a quantidade que damos aos outros para porem  também. Os momentos  de dor e tristeza podem ser leves e não ter drama  nenhum.</h3>
<p>Tenho descoberto, ao longo da minha vida, e pela minha observação da vida alheia, que há pessoas que passam por momentos de dificuldade profunda, com uma serenidade heróica, e outras pessoas que sofrem longa e loucamente por acontecimentos que aparentam ser pequenos. Não nos cabe sem dúvida a nós julgar a dor alheia ou a intensidade da raiva, do sofrimento, da revolta ou da mágoa. Mas cabe-me a mim dizer que há uma alternativa. E que neste mundo podemos escolher.</p>
<p>Na realidade existia ainda uma forma mais simples de escrever o que estava a sentir, e assim no Facebook voltei a dizer:</p>
<h3>As coisas acontecem independentemente de nós. A  carga que lhes colocamos é da nossa exclusiva responsabilidade.</h3>
<p>Acho que é esta a chave. Não controlamos a grande maioria dos eventos da nossa vida, mas controlamos os nossos sentimentos, os nossos sentidos e a nossa intensidade. Tanto a maior alegria como a maior tristeza podem ser vividas com serenidade ou com muita intensidade. Mas isso é verdadeiramente independente do acontecimento, e muito menos é responsabilidade do outro.</p>
<p>Todos temos o direito a escolher, todos podemos optar. A cada um só cabe fazer a sua escolha por si, e respeitar a escolha do outro. Por muito dolorosa, triste, cruel, fantástica, surpreendente, magnífica que pareça ser a mesma. E aí cabe a segunda parte da lição.</p>
<p>Colocar a nossa intensidade nas coisas que nos acontecem, respeitar a intensidade dos outros. E celebrar sempre que permanecemos serenos, tranquilos e erguidos perante os desafios e as adversidades.</p>
<p>Isto também é para ti!!!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/escolhas-que-somos-sempre-capazes-de-fazer/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pai segura-me firme</title>
		<link>http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/pai-segura-me-firme/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=pai-segura-me-firme</link>
		<comments>http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/pai-segura-me-firme/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 16:09:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Pai]]></category>
		<category><![CDATA[Ramirez]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.bernardoramirez.com/?p=421</guid>
		<description><![CDATA[Pai segura-me firme. Gosto de ti tanto. Ensinas-me no silêncio, ensinas-me na confiança, ensinas-me no respeito e nas partilhas. Não somos bons para palavras faladas, mas somos abundantes em sentimentos. Gosto de estar no teu colo, da forma como me seguras, gosto desse sentimento no meu coração, de saber que estás sempre aí, que estamos...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/pai_E_eu.jpg" class="broken_link"><img class="alignleft size-medium wp-image-422" style="border: 5px; margin: 5px;" title="pai_E_eu" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/pai_E_eu-300x203.jpg" alt="" width="300" height="203" /></a>Pai segura-me firme.</p>
<p>Gosto de ti tanto. Ensinas-me no silêncio, ensinas-me na confiança, ensinas-me no respeito e nas partilhas.</p>
<p>Não somos bons para palavras faladas, mas somos abundantes em sentimentos.</p>
<p>Gosto de estar no teu colo, da forma como me seguras, gosto desse sentimento no meu coração, de saber que estás sempre aí, que estamos ligados e que há tanto de mim que é teu.</p>
<p>Obrigado por tudo, pela generosidade, pelas palavras, pela força, mesmo quando te custava tanto.</p>
<p>És o meu pai querido. E gosto que me segures firme.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/pai-segura-me-firme/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A nossa querida Irmã Susana</title>
		<link>http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/a-nossa-querida-irma-susana/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-nossa-querida-irma-susana</link>
		<comments>http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/a-nossa-querida-irma-susana/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 21:13:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Irmã Susana]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.bernardoramirez.com/?p=391</guid>
		<description><![CDATA[Minha querida Susana, Houve uma altura na minha vida em que me salvaste. Não o sabes, mas salvaste-me. A mim e a tantos outros. Estava em Faro, na fase final da minha adolescência e não conseguia encontrar grande sentido para a minha vida. Mas tu apareceste. Querias juntar os jovens e fazer um grupo. Daqueles...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/Grupo_de_jovens_fatima.jpg" class="broken_link"><img class="alignleft size-medium wp-image-392" style="border: 5px none; margin: 5px;" title="Grupo_de_jovens_fatima" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/Grupo_de_jovens_fatima-300x196.jpg" alt="" width="300" height="196" /></a>Minha querida Susana,</p>
<p>Houve uma altura na minha vida em que me salvaste. Não o sabes, mas salvaste-me. A mim e a tantos outros. Estava em Faro, na fase final da minha adolescência e não conseguia encontrar grande sentido para a minha vida.</p>
<p>Mas tu apareceste. Querias juntar os jovens e fazer um grupo. Daqueles jovens da igreja da Sé que já não tinham mais catequese para fazer. E a ideia pareceu-me excelente. E fui com o R. bater à porta de toda a gente.</p>
<p>E foi lá que reencontrei a L. que viria a ser membro do grupo de jovens, que tinha andado comigo na escola primária, e que acabaria por ser a minha primeira namorada.</p>
<p>O grupo de jovens for maravilhoso. Fazíamos coisas, ajudávamos as pessoas. Tínhamos um grupo, e é tão bom ter um grupo.</p>
<p>Estávamos todos juntos, quase todos os dias. Éramos todos família. Sem medos, sem tabus, sempre com a capacidade de falar de tudo e sobre tudo.</p>
<p>No meu coração ficam as tuas preocupações com a ecologia, com o respeito pelo nosso corpo. A nossa viagem a Fátima e todo o amor e serenidade que sempre tinhas para nos oferecer.</p>
<p>Hoje a L. ligou-me para me dizer que partiste. Não tenho dúvidas que o céu te recebeu de braços abertos. Se alguém o merece és tu. Tinhas 76 anos e doas-te o teu corpo para a ciência.</p>
<p>Desculpa, mas vou ficar com um bocadinho de ti em mim para sempre. E este não pode ir para a ciência. Ensinaste-me tanta coisa. E preciso do que aprendi.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/a-nossa-querida-irma-susana/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

