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	<title>bernardoramirez [feeling right]Ana Malhoa | bernardoramirez [feeling right]</title>
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		<title>Vá, anda Gina!</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 19:44:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Malhoa]]></category>
		<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje acordei a ouvir o nosso amigo Nuno Markl falar da revista Gina e do efeito que teve na sua vida e educação sexual. Isso trouxe-me à memória os 3 pilares fundamentais da minha formação sexual. Como diz o Nuno, que fizeram muito mais por nós que qualquer centena de livros cheio de pedagogia aprisionada....]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- BODY { FONT-FAMILY:Tahoma; FONT-SIZE:10pt } P { FONT-FAMILY:Tahoma; FONT-SIZE:10pt } DIV { FONT-FAMILY:Tahoma; FONT-SIZE:10pt } TD { FONT-FAMILY:Tahoma; FONT-SIZE:10pt } --><span class="currency_converter_text">Hoje acordei a ouvir o nosso amigo Nuno Markl falar da revista Gina e do efeito que teve na sua vida e educação sexual. Isso trouxe-me à memória os </span><span class="currency_converter_text"><span class="currency_converter_link" title="Convert this amount">3</span></span><span class="currency_converter_text"> pilares fundamentais da minha formação sexual. Como diz o Nuno, que fizeram muito mais por nós que qualquer centena de livros cheio de pedagogia aprisionada.</span></p>
<div>Na minha pre-adolescência descobri, com uns colegas que tinha na Vela, umas revistas de banda desenha pornográfica ou erótica (depende da idade que se tem claro, na altura pornográfica e agora erótica). Adorava aqueles quadrados a preto e branco, cheio de loiras e morenas mamalhudas e de piadas fáceis. Além de que a clandestinidade das revistas obrigada a uma arte de ocultação e de pirataria fantástica. E depois era as matinés lá em casa, a fingir que se jogava ZX Spectrum para na realidade folhear as revistas.</div>
<div></div>
<div>Mas a surpresa deu-se um dia, quando na tabacaria do costume, que era tão longe de casa para poder evitar encontrar gente conhecida, me cruzei com uma Gina. Adquiri essa bela pérola e a mesma fez-me companhia durante muito tempo. De entre todas as surpresas e mistérios que descobri na Gina a que melhor guardo na memória foi o adjectivo Colegial. Na altura, não sabia o que significava, mas saído dessa revista surpreendente só podia ser algo absolutamente &#8220;Hard-Core&#8221;. Durante anos não tive coragem, nem vontade de usar esse adjectivo, mas a verdade é que de quando em vez ouvia essa palavra num misto de escândalo e surpresa. Escândalo porque sai da boca de pessoas educadas, de idade considerável e muitas vezes em circunstâncias completamente neutras, surpresa porque não percebia como podiam colocar essa palavra numa conversa do dia a dia. Ainda hoje sempre que ouço a palavra fico um pouco corado. Há coisas que não se consegue resolver ou simplificar.</div>
<div></div>
<div>Alguns anos mais tarde, houve outros dois momentos sagrados na minha sexualidade, de formas bem diferentes. A primeira foi a Guiomar da Rua Sésamo. Enquanto todos os outros viam a Rua Sésamo pelas razões que quisessem, eu procurava todos os instantes de Guiomar que conseguia. A nossa querida Alexandra Lencastre já na altura me enchia as medidas e aquela mulher curvilínea e sensual criava alterações físicas no meu corpo que muito me agradavam. Não só era simpática e querida como era boa como o milho. Tantas horas a ver um programa que já não era para a minha idade (gostava de achar que já era muito adulto), tudo para ver um decote, umas pernas, ou apenas aquela carinha laroca.</div>
<div></div>
<div>Mais ou menos por essa altura, ou alguns anos ainda mais tarde, confesso que o tempo se confunde na minha cabeça, surgiu outra diva das curvas, que me obrigava a ficar colado ao ecrã em horas e dias não apropriados a um adolescente. Era a nossa amiga Ana Malhoa, muito tempo antes das tatuagens, da musculação e dos aumentos. Ela encantava-me a mim e ao meu amigo JP. Acho que estava cada um no seu lado da TV a babar para os momentos em que dançava com aqueles mini-calções e tops justos. Sim já não tinha idade mesmo, mas a rapariga tinha energia. E assim ficava eu, com uma desculpa adicional para ver os desenhos animados (não, tou a ver as mamas da Ana Malhoa).</div>
<div></div>
<div>Fiquei marcado a fundo de formas diferentes por estes ícones. Na minha mente baluartes da educação sexual e da aprendizagem da imoralidade e da aventura sexual da boa. Tenho um lugar especial para vocês no meu coração meninas: Gina, Guiomar e Ana.</div>
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