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	<title>bernardoramirez [feeling right]Aventuras | bernardoramirez [feeling right]</title>
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		<title>Viagens nesta terra (que não é minha)</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 07:42:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
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		<description><![CDATA[Já não me estava a lembrar desta aventura, mas a título de registo histórico acho que tenho de vos contar a minha odisseia em Luanda para viajar para o Lubango. Era preciso comprar bilhetes de avião para um voo interno. Ao falar com o Decano do Lubango ele disse-me: não compre bilhetes de avião na...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/04/13042010144.jpg" class="broken_link"><img class="alignleft size-medium wp-image-482" style="margin: 5px; border: 5px;" title="13042010144" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/04/13042010144-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Já não me estava a lembrar desta aventura, mas a título de registo histórico acho que tenho de vos contar a minha odisseia em Luanda para viajar para o Lubango. Era preciso comprar bilhetes de avião para um voo interno. Ao falar com o Decano do Lubango ele disse-me: não compre bilhetes de avião na TAAG, eles atrasam-se imenso, é melhor qualquer outra companhia aérea.</p>
<p>Pedi a J. para me comprar os bilhetes num sítio que nos tinha sido recomendado. Um dia depois ela entrega-me o bilhete: era na TAAG, ás 7:30 da manhã, no Domingo. Perguntei se não tinha percebido o meu pedido, mas ela disse que só havia voos da TAAG. Perguntei também se não havia voos a uma hora não tão madrugadora, e ela disse que a senhora da Agência de Viagens tinha dito que não.</p>
<p>Olhando com atenção para o bilhete vi que o check-in era no dia anterior às 21:30. Disse à J. que era muito estranho. Mas ela disse que não. Que era mesmo assim.</p>
<p>Bem no Sábado ás 21 horas lá fomos, o P.G. (que está cá durante 15 dias) e o vosso amigo. Chegando lá deparei-me, ja dentro do aeroporto, com uma fila que não devia ter menos de 150 pessoas. Perguntei: Onde é o check-in para o Lubango. Ao que me responderam que todos os voos tinham o check-in no mesmo sítio.</p>
<p>Foram duas horas e meia, deu para conhecer um rapaz angolano com quem estive na conversa. Deu para ver a confusão habitual. Pessoas a passarem à frente. Dezenas de pessoas com excesso de peso a tentar enganar a companhia aérea. Mas pensei para mim, se pedem para vir no dia antes, é para terem tudo organizado para o dia do voo.</p>
<p>Perguntei a que horas tinha de lá estar. O voo era às 7:30 e várias pessoas me disseram: basta estar ás 7, mas o senhor do check-in disse-me 7:30. Pensei logo, pronto vou passar a manhã toda aqui à espera. Mas pronto, o que tem de ser tem muita força.</p>
<p>Nessa manhã, no meio da confusão de me arranjar, e das minhas loucuras e do P.G. acabámos por sair de casa só perto das 6:40, mas sem trânsito ao Domingo, dava mais que tempo para chegar ao Aeroporto. Na viagem, já perto do aeroporto vejo um polícia meter-se no meio da estrada dois ou três carros à frente do meu. Pensei, que azar vão ser parados. Afinal não. Nós é que fomos parados. Já tinham topado os dois pulas no carro.</p>
<p>Pediu-me os documentos, dissemos-lhe que íamos apanhar um avião, ele disse que os documentos estavam todos em ordem e até foi bastante simpático. Quando lhe perguntamos se podíamos seguir ele perguntou se não podíamos dar algo para o pequeno almoço dele. Demos-lhe 1000 Kz e fomos a conversar que realmente é bem melhor serem honestos e pedirem o dinheiro, do que inventarem problemas que não existem.</p>
<p>Já bastante em cima da hora continuámos para o Aeroporto. Mesmo a chegar ao parque de estacionamento estava um polícia a parar todos os carros. Brancos para um lado, não brancos para o outro. Disse-lhe: Fui parado há cinco minutos agente, tenho um avião para apanhar. Ele diz-me: Hoje está com azar. O P.G. e eu já nos estávamos a passar. O seu carro falta-lhe o documento X e por isso tem de ser rebocado. Ai meu deus, vá diga lá quanto quer. 4000 kz para mim e para os meus colegas. Demos o dinheiro e eu fui a correr para dentro do Aeroporto.</p>
<p>Deviam ser tipo 7:20 quando entrei dentro do aeroporto, mas ao passar pelo radar e controle do passaporte ainda me pediram mais 400kz para comer qualquer coisa. Não estava nada preocupado com a hora porque previ grandes atrasos. Dentro da zona de embarque não havia em lado nenhum indicações das horas dos voos, nem de quando é o embarque.</p>
<p>Eu tinha visto do lado de fora algo escrito à mão num quadro que dizia voo para Lubango perto das 9:30 e por isso esperei. Chamaram duas vezes voos para o Lubango, mas não era da TAAG (afinal pelos vistos até há muitos voos para o Lubango).</p>
<p>Ia perguntando pelos voos às pessoas. Mas ninguém sabia de nada. Às 11:30 chamaram para embarque Lubango da TAAG. Ao mostrar o meu bilhete disseram-me: este não é o seu voo. O seu voo já saiu. Ao que respondi mas eu tou cá deste as 7:10 e não ouvi nada. Eles disseram-me que o voo saiu ás 7. Meia hora antes???</p>
<p>Fiquei à espera mas acabaram por me deixar embarcar nesse voo. Antes de entrar no avião estavam duas filas enormes de malas e dizem-nos: identifiquem as vossas malas para embarcarem.</p>
<p>Claro que a minha mala não estava lá. Nem a minha, nem a de outro senhor. Nós na pista, eles todos meios tontos de um lado para o outro. Uns diziam-me: a mala não pode ter ido sem o passageiro. Outros diziam: vá que a sua mala já deve tar no avião.</p>
<p>Mesmo sem mala e sem vontade lá entrei no avião. Uma hora depois estava no Lubango. Dentro do aeroporto não conseguiram encontrar a minha mala. Já tava a imaginar que me iam pedir milhares de Kwanzas para encontrar a mala. Mas não, Levaram-me até um contentor guardado pela polícia e lá estava a minha mala. Foram cordiais, educados e atenciosos. Devolveram-me a mala sem pagar nada, e apesar do cadeado estar aberto estava tudo na mala.</p>
<p>Resumo: Vários voos para o Lubango, várias companhias, vários polícias corruptos, menos 5400 Kz (que são 50 USD), e muito sentimento de angústia, de revolta e de ter sido abusado. E claro infinita prática para ter paciência.</p>
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		<title>Terroristas Voadores</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 05:59:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[Baratas Voadoras]]></category>
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		<description><![CDATA[Detesto baratas. Posso dizê-lo já. Ao ponto de preferir correr na direcção contrária quando vejo uma. Vem desde os anais da história. Lembro-me de ser pequeno e da minha mãe toda encolhida me pedir ajuda para matar uma que estava no quarto. Escuso detalhes, mas digo-vos só que ganhei orgulhosamente essa batalha. Quando fui viver...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/P1020198.jpg" class="broken_link"><img class="alignleft size-medium wp-image-398" style="margin: 5px;" title="Barata Voadora" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/P1020198-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Detesto baratas. Posso dizê-lo já. Ao ponto de preferir correr na direcção contrária quando vejo uma. Vem desde os anais da história. Lembro-me de ser pequeno e da minha mãe toda encolhida me pedir ajuda para matar uma que estava no quarto. Escuso detalhes, mas digo-vos só que ganhei orgulhosamente essa batalha.</p>
<p>Quando fui viver para a nova casa no Estoril a garagem estava infestada de baratas. Na altura, sofria muito. Tinha sempre que acender as luzes e fugir sempre na direcção possível para escapar do ataque das 4 ou 5 baratas que me esperavam na garagem.</p>
<p>Felizmente, quando vim para Angola, no pátio, existia uma colónia de férias de baratas, particularmente nos cantos e debaixo dos baldes, mas tantas e tão &#8220;bonitas&#8221; que me tornei imune a essas pequenas criaturas. Tão imune que até a C., quando já de volta à minha garagem me dizia: Bem, estás mesmo diferente.</p>
<p>Sim agora era um duro. Agora não as temia, elas até são engraçadas e têm umas antenas giras&#8230;</p>
<p>Mas isto de Deus, ou o Cosmos, ou o Isso ter sentido de humor é lixado. Ontem ao caminhar pelo exterior dos quartos uma barata passou a voar ao meu lado. Mesmo ao meu lado. A voar!!! E depois quando já de volta dentro do quarto algumas continuaram a aterrar no lado exterior da janela.</p>
<p>E pronto, fiquei de tal forma em stress, que não conseguia ir para o quarto. Baratas voadoras? Só podem estar a gozar comigo. É que enquanto rastejam em câmara mais ou menos lenta dá para correr, para as pisar ou apenas para as ficar a ver andar de um lado para o outro.</p>
<p>Mas a voar, com a possibilidade de me aterrarem em cima, e de me tentarem comer as orelhas, ou os olhos. Há um limite razoável para o exercício de coragem. Sinceramente há desafios que preferia não ter de enfrentar. Sentido de humor Deus, mas não é preciso exagerar.</p>
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		<title>Aventuras quero mais</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 10:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
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		<category><![CDATA[Luanda]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje, desde que acordei, vem-me à memória aquela música dos Ban que diz: “Aventura quero mais”. Sempre fui assim. De correr riscos, de mergulhar de cabeça no desconhecido. E de celebrar os resultados e as consequências Claro que nem sempre o resultados são maravilhosos ou fáceis. Mas viver para mim é mesmo isso. Aqui em...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><img title="Porque brincar é preciso" src="http://farm4.static.flickr.com/3538/3859888790_385213be07_o.jpg" alt="Porque brincar é preciso" width="480" height="360" /><p class="wp-caption-text">Porque brincar é preciso</p></div>
<p>Hoje, desde que acordei, vem-me à memória aquela música dos Ban que diz: “Aventura quero mais”. Sempre fui assim. De correr riscos, de mergulhar de cabeça no desconhecido. E de celebrar os resultados e as consequências</p>
<p>Claro que nem sempre o resultados são maravilhosos ou fáceis. Mas viver para mim é mesmo isso.</p>
<p>Aqui em Luanda as coisas têm um ritmo diferente. Não é fácil de explicar ou de entender, mas penso muitas vezes que em Portugal as coisas não eram diferentes. Se calhar, nos anos 60 ou 70 o nosso país não era tão diferente. Claro que eles “acabaram” de sair de décadas de guerra e de destruição. Claro que existem em quantidades que o nosso país nunca teve.</p>
<p>Pelo que já me disseram aqui em Luanda são cerca de seis milhões, para uma cidade que tinha sido feita para seiscentos mil.</p>
<p>Mas eles vivem e sabem viver. Há uma alegria na alma deles que contagia, que dá força e que anima.</p>
<p>Só mesmo assim se pode viver. Os sorrisos são precisos. Para eles está tudo sempre bem, e qualquer coisa é motivo de celebração. Quando volta a luz, quando falta a luz, quando lhes dão algo para comer.</p>
<p>As prioridades são diferentes. Fala-se do crime, do roubo, da poluição. Mas toda a gente tem de comer, essa é a primeira prioridade. E se falta comida então faz-se o que se pode para se conseguir comer. Para nós e para os nossos.</p>
<p>Eles vão encontrando formas inteligentes e desenrascadas de resolver esses problemas. Uma delas é arranjar empregos para as coisas mais incríveis. Nem que seja para ficaram na porta do café a fechar a porta quando os clientes entram.</p>
<p>Por outro lado, esta cidade vive do comércio de rua. Já me tinham dito que se vende tudo na rua. Mas não tinha noção do quanto assim é. Na rua não se paga impostos. Não se paga renda. Nas filas intermináveis de trânsito há sempre milhares de pessoas a vender de tudo. Desde pastilhas e jornais, até cadeiras, móveis, telemóveis e fichas eléctricas.</p>
<p>E depois vem a polícia e eles correm para o outro lado da rua. (Onde é que será que já vimos isto?)</p>
<p>Faz tudo parte. E é preciso ter calma, acima de tudo não dar o corpo pela alma.</p>
<p>De Luanda com Amor.</p>
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		<title>Angola &#8211; Ainda não cheguei lá e já cá não estou</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 14:12:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando este projecto se iniciou sabia que teria desafios, mas não sabia que começariam mesmo antes da partida. O meu voo estava marcado, desde há mais de um mês para dia 16 de Agosto.  Quando na quinta feira dia 6 fomos ao Consulado Geral de Angola garantiram-nos que teríamos os vistos antes da partida pois...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-136" title="burocracia" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2009/08/burocracia.gif" alt="burocracia" width="500" height="365" /></p>
<p>Quando este projecto se iniciou sabia que teria desafios, mas não sabia que começariam mesmo antes da partida.</p>
<p>O meu voo estava marcado, desde há mais de um mês para dia 16 de Agosto.  Quando na quinta feira dia 6 fomos ao Consulado Geral de Angola garantiram-nos que teríamos os vistos antes da partida pois demoravam uma semana a chegar.</p>
<p>Uma semana depois ao voltarmos ao Consulado disseram-nos só segunda, mas que fossemos lá na sexta. Na sexta garantiram-nos que só segunda, mesmo depois de todos os esforços junto do Consulado, ou dos nossos clientes em Angola que tinham feito a carta convite.</p>
<p>Desmarcámos o voo e ficámos de voltar na segunda a seguir (hoje). Fomos lá, mas ainda não temos nenhum visto na mão. O meu director-geral parece que o irá conseguir ainda hoje, mas os outros dois vistos, no qual se inclui o meu, ainda nem sinal deles.</p>
<p>Já fiz e desfiz as malas duas vezes, ando para trás e para a frente. Sinto-me em terra de ninguém. Nem cá, nem lá.</p>
<p>Não sou especialista em indefinições, mas faz parte da aprendizagem.</p>
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