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	<title>bernardoramirez [feeling right]Caminho | bernardoramirez [feeling right]</title>
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	<description>Um espaço dedicado à Comunicação, às Constelações e à Tecnologia</description>
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		<title>O meu irmão mais velho</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Apr 2010 14:34:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Alegria]]></category>
		<category><![CDATA[Caminho]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Irmão]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Querido irmão mais velho, Não me recordo com exactidão o primeiro dia em que entrei em tua casa. Sei que ia vestido de azul, tinha um malmequer branco no peito e ainda não tinha opinião. Nessa altura foram os meus pais que me levaram a tua casa. Sei porque vi as fotos. Nesse dia foi...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Querido irmão mais velho,</p>
<p>Não me recordo com exactidão o primeiro dia em que entrei em tua casa. Sei que ia vestido de azul, tinha um malmequer branco no peito e ainda não tinha opinião. Nessa altura foram os meus pais que me levaram a tua casa.</p>
<p>Sei porque vi as fotos. Nesse dia foi uma grande alegria. E de alguma forma passei a pertencer a uma comunidade da qual os meus pais e tu fazem parte. E eu passei a fazer.</p>
<p>A partir dessa altura passei a ir visitar-te quase todas as semanas, umas vezes com a minha mãe, quase sempre, outras sozinho, com a minha avó, ou até com amigos.</p>
<p>Com o passar do tempo fui te conhecendo melhor, fui aprendendo mais sobre ti, e tu foste-me ensinando mais sobre mim. Tens aquela sabedoria sem tempo, e incrivelmente tinhas sempre tempo para mim.</p>
<p>Fui caminhando contigo. Eu e os meus amigos, que eram sempre tão bem recebidos na tua casa. Aliás sempre admirei a facilidade com que recebias toda a gente em tua casa.</p>
<p>Ensinaste-me muita coisa, e de uma forma muito profunda, acabaste por te tornar para mim um guia, uma referência. Disseste-me para amar, disseste-me para oferecer a outra face, para ser generoso, para fazer o bem, para respeitar o próximo e acima de tudo a mim mesmo. Ensinaste-me a não mentir e a ser melhor.</p>
<p>Por tua causa conheci pessoas fantásticas e criei muitos laços de amor com muitas pessoas.</p>
<p>Quando vim para Lisboa deixei de te ir ver tanto. Por tantas razões fiquei perdido no meu caminho e nas minhas prioridades. Não tinha vontade de ir a tua casa, e a celebração que toda a gente fazia lá cansava-me.</p>
<p>Durante muitos anos isso foi fonte de tristeza da minha mãe, afinal a mãe gosta sempre de ver os irmãos juntos.</p>
<p>Mas com o passar do tempo descobri uma das coisas mais fantásticas do mundo. Que afinal a tua casa podia ser o meu ser, e que podia levar-te comigo sempre para onde fosse.</p>
<p>Desde essa altura, apesar dos protestos dos que me disseram que não era a mesma coisa, levei-te comigo sempre. Continuámos a falar, a partilhar segredos, a olhar com a atenção para o mundo e continuaste a ensinar-me muita coisa.</p>
<p>Desde que cheguei a Angola já pensei muitas vezes em ti, inclusivé apeteceu-me ir a tua casa. E passei por lá, mas a porta estava sempre fechada. A minha mãe claro ficou toda contente e disse-me para insistir. Mas não sou já de insistir. A empregada lá de casa também me disse para ir. Que também era nossa irmã e que te conhecia bem. Mas não sabia a que horas estarias em casa. Acabou por não acontecer.</p>
<p>Hoje, aqui no Lubango, decidi caminhar, caminhar sem sentido, sem tempo&#8230; Estava triste e cansado. Hoje acordei às 4 da manhã com gritos na rua. Deviam estar a lutar à séria com os gritos todos. E senti-me cansado. Apeteceu-me voltar para casa, para Portugal. Há dias assim. Mas decidi ir caminhar. Primeiro a um &#8220;centro comercial&#8221; às escuras e com grilos. Mas depois na rua mesmo, a ver as pessoas e os edifícios e tudo. E caminhei por muito tempo. Uma hora ou talvez mais. E ao longe vi a tua casa. Ao princípio nem liguei muito, mas depois senti que se calhar era mesmo o que estava a precisar e fui até lá. Curiosamente estava aberta e tu convidaste-me a entrar.<a href="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/04/250420101921.jpg" class="broken_link"><img class="alignright size-medium wp-image-489" style="border: 5px; margin: 5px;" title="25042010192[1]" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/04/250420101921-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Estava lá um dos nossos irmãos a falar. E eu ouvi. Disse-me que temos em nós a alegria de saber que temos um pastor, e que nada nos faltará se confiarmos nele. E que com alegria temos de partilhar a tua palavra. Afinal tu és o mais velho. Ouvi e lembrei-me que já faço isso, que tento fazer isso todos os dias. Ele também me disse que não importa se são 100 ou 1 os que nos ouvem, que a tua palavra tem valor por ela e não pela quantidade de pessoas que a ouve. E eu concordei no coração.</p>
<p>Sou um dos teus irmãos, mas não esqueço o sacrifício que fizeste por nós e a lição que tens em ti e que nos ofereces todos os dias. Não sou um grande fã de celebrações organizadas ou de compromissos rígidos. Mas tu és o meu irmão mais velho. E levo-te sempre no coração, a ti e à tua palavra.</p>
<p>Alegria e amor, alegria e amor, alegria e amor&#8230; Simples este mistério da vida&#8230;</p>
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		<title>O Caminho Claro</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 17:30:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Constelações]]></category>
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		<category><![CDATA[Morte]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma das coisas que aprendemos no nosso trabalho de Constelações é que todas as pessoas vivas se dirigem para um de dois sítios: para a vida ou para a morte. Tanto uma escolha, como a outra, resultam do modo como a família de origem se relacionou com esse movimento. Muitas vezes, as pessoas que escolhem...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/lightpath2-1.jpg" class="broken_link"><img class="alignleft size-medium wp-image-404" style="border: 5px; margin: 5px;" title="Light Path" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/lightpath2-1-222x300.jpg" alt="" width="222" height="300" /></a>Uma das coisas que aprendemos no nosso trabalho de Constelações é que todas as pessoas vivas se dirigem para um de dois sítios: para a vida ou para a morte.</p>
<p>Tanto uma escolha, como a outra, resultam do modo como a família de origem se relacionou com esse movimento. Muitas vezes, as pessoas que escolhem o percurso da morte fazem-no porque um dos seus progenitores teve uma morte prematura ou violenta. Ou podem ser os avós, os tios ou outros familiares. Em casos mais incomuns pode até ser a morte de um relacionamento anterior ao casamento dos pais.</p>
<p>Muitos vezes esse sentimento tão forte é inconsciente. A pessoa não reconhece o seu desejo. Pode ter uma doença fatal, ou estar sempre a sofrer acidentes. Pode até ter filhos, marido, família e trabalho. Esta dor é muito profunda e o desejo de estarmos perto de quem amamos igualmente forte.</p>
<p>Num processo terapêutico tradicional o terapeuta tenta normalmente encaminhar o cliente para a vida. Tentando psicologicamente e/ou emocionalmente encontrar razões com o cliente para o manter na vida. Por vezes isso resulta até na administração de fármacos.</p>
<p>Como constelador esse método não faz sentido para mim. Tenho visto algumas constelações onde muitas vezes as pessoas descobrem a sua vontade por viver. Outras vezes eles descobrem porque desejam a morte. Não cabe a mim constelador julgar a escolha e o caminho do cliente.</p>
<p>O meu trabalho, e para mim o das constelações familiares, é um de trazer luz às escolhas das pessoas, iluminar o caminho delas e assim permitir que façam uma decisão com consciência, com conhecimento.</p>
<p>Forçar alguém que caminha na vida a dirigir-se para a morte é tão violento como dirigir alguém para a vida que quer caminhar para a morte.</p>
<p>Celebro a vida em mim, mas respeito o caminho que escolhes. Profundamente&#8230;</p>
<p>PS: Há muito que não escrevia sobre constelações. Já tinha saudades.</p>
<p>___________________________________________________</p>
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