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	<title>bernardoramirez [feeling right]Família | bernardoramirez [feeling right]</title>
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	<description>Um espaço dedicado à Comunicação, às Constelações e à Tecnologia</description>
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		<title>Meus queridos pais</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Apr 2011 11:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
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		<description><![CDATA[Que sorte tenho! Olho para vocês e vejo-me. Vejo-me na generosidade, na preocupação ao próximo, na curiosidade mental, no gostar de falar e estar com os outros. Olho para vocês e sinto-me. Nas inseguranças, no amor grande, na vergonha e na gargalhada. Olho para vocês e agradeço. Ter uma família grande e pequena, ter os...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que sorte tenho!</p>
<p>Olho para vocês e vejo-me. Vejo-me na generosidade, na preocupação ao próximo, na curiosidade mental, no gostar de falar e estar com os outros.</p>
<p>Olho para vocês e sinto-me. Nas inseguranças, no amor grande, na vergonha e na gargalhada.</p>
<p>Olho para vocês e agradeço. Ter uma família grande e pequena, ter os meus amigos, ter casa, ter comida, ter saúde, ter vida.</p>
<p>O que sou devo-o a vós!</p>
<p>Olho para vocês e sorrio. E peço a Deus que me dê a força, a sabedoria e a coragem para ter em mim as coisas que mais admiro e vejo em vocês todos os dias, e para ter as forças para aprender a superar aqueles nossos aspectos que por vezes nos desafiam mais.</p>
<p>Certamente não somos uma família tradicional, mas somos a <strong>minha família</strong>. E tenho tanta sorte. Tenho-vos aos dois. Nos bons momentos, nos maus momentos, nos silêncios, nos diálogos, nas alegrias e nas tristezas.</p>
<p>Meus queridos pais OBRIGADO!</p>
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		<title>Pai segura-me firme</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 16:09:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pai segura-me firme. Gosto de ti tanto. Ensinas-me no silêncio, ensinas-me na confiança, ensinas-me no respeito e nas partilhas. Não somos bons para palavras faladas, mas somos abundantes em sentimentos. Gosto de estar no teu colo, da forma como me seguras, gosto desse sentimento no meu coração, de saber que estás sempre aí, que estamos...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/pai_E_eu.jpg" class="broken_link"><img class="alignleft size-medium wp-image-422" style="border: 5px; margin: 5px;" title="pai_E_eu" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/pai_E_eu-300x203.jpg" alt="" width="300" height="203" /></a>Pai segura-me firme.</p>
<p>Gosto de ti tanto. Ensinas-me no silêncio, ensinas-me na confiança, ensinas-me no respeito e nas partilhas.</p>
<p>Não somos bons para palavras faladas, mas somos abundantes em sentimentos.</p>
<p>Gosto de estar no teu colo, da forma como me seguras, gosto desse sentimento no meu coração, de saber que estás sempre aí, que estamos ligados e que há tanto de mim que é teu.</p>
<p>Obrigado por tudo, pela generosidade, pelas palavras, pela força, mesmo quando te custava tanto.</p>
<p>És o meu pai querido. E gosto que me segures firme.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Mana Linda</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 18:08:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
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		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>

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		<description><![CDATA[Há muitos anos atrás a minha irmã decidiu que ela seria, na minha vida, a mana linda. Na realidade isso corresponde rigorosamente à verdade: é minha irmã e é linda. Aconteceu quando descobriu que no telemóvel o nome dela era o nome do BI. Não disse ela, sou a Mana Linda. Desde que nos encontrámos,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há muitos anos atrás a minha irmã decidiu que ela seria, na minha vida, a mana linda. Na realidade isso corresponde rigorosamente à verdade: é minha irmã e é linda. Aconteceu quando descobriu que no telemóvel o nome dela era o nome do BI. Não disse ela, sou a Mana Linda.</p>
<p>Desde que nos encontrámos, há muitos anos atrás, tinha eu 11 anos e ela acabada de nascer, foi amor instantâneo. Bem quase instantâneo, que nos primeiros anos ela só gostava mesmo é de chorar, e particularmente de chorar nos meus braços.</p>
<p>Mas isso passou rápido e a partir daí tem sido um amor maravilhoso, generoso, alegre e cúmplice. Ela é a Mana Linda e eu sou o Mano. Sempre gostei tanto de ser o mano.</p>
<p>Ainda não tinha ela nem tamanho de gente e já se rodeava sempre de mil crianças de todos os tamanhos e feitios. Em particular nas festas dos Ramirez, com tanta criança, ela era a babysitter integral de todas as outras crianças.</p>
<p>Foi sempre assim!</p>
<p>Por razões da vida, da história e da chance ela nunca praticou a arte de ser educadora de infância ou de professora, pelo contrário, a vida dela foi em exclusivo vendas, e outras actividades assim distantes das crianças.</p>
<p>Foi crescendo e para mim foi maravilhoso perceber as qualidades crescentes da minha irmã: generosidade, alegria, bondade, humildade, alegria. E além disso uma beleza simples e doce. Para além disso, sempre conseguimos nos sentar e falar de tudo, mesmo o que doí, mesmo o que não se pode dizer. É maravilhoso ter alguém na vida que nos ama por completo, sem julgamento, ou quase sem julgamento.</p>
<p>Com o passar do tempo acabou por ir parar à Universidade no curso de comunicação. Não é que o curso de comunicação seja mau (eu próprio sou filho desse curso), mas não eram as crianças, e os sorrisos, e as brincadeiras e a aprendizagem.</p>
<p>Foi difícil, para mim, vê-la longe do que gostaria para ela, mas ninguém pode decidir ou escolher por outra pessoa, e se há coisa fundamental nos irmãos é apoiar as decisões e escolhas uns dos outros. Mesmo que essa escolha não seja fácil, nem para quem a faz, nem para quem a vê fazer.</p>
<p>Já me tinha dito que queria mudar de curso, que não estava satisfeita. E uma vez mais, a possibilidade da educação veio ao de cima. Mas havia sempre tantas outras, e tantos impedimentos e impeditivos. Uma vez mais disse o que sentia e tentei, sem ser bruto em excesso, dizer-lhe o que nos meus olhos fazia os dela brilhar.</p>
<p>Mas hoje soube uma notícia fantástica. A minha irmã conseguiu entrar no curso de educadora de infância. Conseguiu dar um passo em direcção ao sonho dela, em direcção ao que sinto ser o que ela é.</p>
<p>Hoje esta crónica é para ela. Porque a admiro, porque me orgulho dela, porque vejo nela a força e a doçura que tanto me aquece o coração.  Porque me lembro da levar ao colo, de a ver pela primeira vez com os copos de beber coca-cola com açucar, porque me lembro das birras, dos amores, do colo e da forma como ama o meu pai e vive com ele (coisas que por vez invejo).</p>
<p>Força mana, somos sempre aquilo que temos a coragem de ser.</p>
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		<title>Domingos em Família</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 19:41:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
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		<description><![CDATA[Em Portugal, na minha vida, como julgo em muitas, há a eterna tradição do Domingo em Família. Como vivi grande parte da minha vida com a minha mãe, esses Domingos resumiam-se a missa, almoço e passeio da tarde, e pouco a pouco, foi-se reduzindo ao essencial Almoço de Família. A minha mãe e eu. Aqui...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" style="margin: 10px;" title="Mar oh Mar" src="http://farm3.static.flickr.com/2435/3925069217_3b8d878279_o.jpg" alt="" width="480" height="360" /></p>
<p>Em Portugal, na minha vida, como julgo em muitas, há a eterna tradição do Domingo em Família. Como vivi grande parte da minha vida com a minha mãe, esses Domingos resumiam-se a missa, almoço e passeio da tarde, e pouco a pouco, foi-se reduzindo ao essencial Almoço de Família. A minha mãe e eu.</p>
<p>Aqui em Luanda, como já contei, tenho um primo, o G.. E antes de partir de Lisboa para cá o meu tio tinha-me dito que a filha dele M. e o marido A. vinham cá em férias. Com o passar do tempo e com a falta de informação da M. sobre a vinda, fui interiormente concluindo que eles não viriam.</p>
<p>A verdade é que chegaram os dois para ficar em casa do G., num sábado de madrugada, e ficou logo combinado que no Domingo iríamos passear todos (o G. e a M., meus primos, o A. marido da M. e a minha colega P.). Eu iria a conduzir e como o carro do G. é pequeno íamos no da minha empresa.</p>
<p>Tudo bem. Chegados a Domingo, o único dia de semana onde não há &#8220;tantos&#8221; engarrafamentos lá partimos para sul. Sem nenhuma ideia fixa, mas sabendo bem que queríamos algo que soubesse a férias e descanso. Confesso que o meu carro me deixava meio desconfiado, por todas as razões, mas era o que havia e não ia abdicar das minhas viagens.</p>
<p>Para acompanharem as viagens e os locais em Luanda podem ver este mapa que tenho estado a montar com calma: <a href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=en&amp;msa=0&amp;msid=115433623657637881306.0004734d8bc39748e1581&amp;ll=-9.538458,13.212862&amp;spn=0.05121,0.087891&amp;t=h&amp;z=14" target="_blank">Angola by Guadiana Ramirez</a> e podem também ver as fotos que vou tirando aqui: <a href="http://www.flickr.com/photos/bramirez/">http://www.flickr.com/photos/bramirez/</a></p>
<p>Começámos na Ilha do Mussulo que fica no km42 (que podem ver no mapa). Na viagem já tínhamos visto muitas casas na baía, mas o meu primo G. explicou que os Angolanos adoram a água tranquila e quente da baía. Que se juntam todos e vão para lá ao sábado e ao domingo, comer, beber, ouvir música e preguiçar. Quem é que não gosta?</p>
<p>No caminho da ilha já não há alcatrão. Apenas caminhos de terra batida, e muitos buracos. Graças a deus pelo RAV4. Lá fomos nós. No meio das vacas, das cabras, das pequenas e poucas habitações. Depois de meia hora ao volante chegámos a um povo com mais pessoas. Resolvemos aventurar o Rav4 pela areia pela primeira vez, e pela primeira vez ficámos atolados. Descobrimos que o carro não era 4 por 4 e por isso o projecto de visitar a praia na ilha tinha de ficar congelado.</p>
<p>Logo apareceram montes de crianças e adultos. Os adultos queriam ajudar, mas depois tínhamos de os ajudar a eles. As crianças iam jogando à bola com a P. Foram 2 minutos para tirar o carro. Negociar a gasosa e partir. Ainda quiseram invocar o &#8220;mais velho&#8221; porque não estavam satisfeitos com o valor, mas o mais velho deu autorização para irmos todos em paz e lá voltámos para trás.</p>
<p>Parámos na Barra do Kwanza, ou melhor dizendo numa praia antes da barra propriamente dita. Havia uma ponte com portagem e o meu primo achava que já tínhamos avançado demais. Fomos para a um restaurante com piscina e lá ficámos a beber uma Cuca. O almoço era 5500 kwanzas por pessoa pelo que recusámos o convite. Eles adoram buffet e cobrar de mais.</p>
<p>Depois de uns telefonemas lá descobrimos que Cabo Ledo era mais para sul e seguimos. Foram quase 110 km até chegar. A paisagem muito parecida com o Algarve. Deserto e vazio, com terra vermelha, sem nada ao redor. Seco. Mas as árvores bem diferentes das algarvias.</p>
<p>Numa descida inclinada vimos uma tabuleta mínima e lá descobrimos o caminho para Cabo Ledo. Finalmente mar e praia de perto. Cabo Ledo é uma vila piscatória com alguns empreendimentos turísticos. Fomos para ao Restaurante do Queiroz que o meu primo conhecia. Foi a primeira vez em que me senti verdadeiramente feliz aqui. Feliz no sentido de estar num sítio bonito, onde a água e o aspecto me traziam memórias de infância e de casa, onde a companhia era agradável e o sol está no céu.</p>
<p>Comemos tranquilamente, ao ritmo que só quem vem cá sabe como é, falámos, tomei um belo banho de mar, e o primeiro do ano. Andei na areia, dormi na toalha e por volta das cinco regressámos.</p>
<p>No caminho de volta ainda parámos no Miradouro da Lua que tem uma paisagem surpreendente. (vejam as fotos).</p>
<p>Mas o que me fica deste belo dia é que realmente o nosso mar, este enorme atlântico, aproxima-nos mais do que nos afasta e traz com ele um gostinho de casa.</p>
<p>Tenho saudades de casa muitas vezes e vocês aí dão-me a alegria e a força para cá estar.</p>
<p>Sempre de Angola com Amor,</p>
<p>Guadiana Ramirez</p>
<p>PS É verdade o carro afinal não se podia conduzir. Eu preciso de uma guia que ainda não tenho e um seguro que ele ainda não tem. Ainda bem que não pensei muito nisso antes de ir <img src='http://www.bernardoramirez.com/wp_blog/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Realidades paralelas ou perpendiculares</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 07:49:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
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		<description><![CDATA[Aqui em Luanda todas as coisas têm um peso diferente, e também para as famílias. Para aqueles que se interessam em especial pelas questões das famílias, como eu com as Constelações Familiares, descobrem que o peso da família é diferente para eles. Normalmente é tudo em grandes quantidades: irmãos, filhos, primos, etc. A primeira surpresa...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui em Luanda todas as coisas têm um peso diferente, e também para as famílias. Para aqueles que se interessam em especial pelas questões das famílias, como eu com as Constelações Familiares, descobrem que o peso da família é diferente para eles. Normalmente é tudo em grandes quantidades: irmãos, filhos, primos, etc.</p>
<p>A primeira surpresa que tive foi quando perguntei à A. quantos filhos ela tinha. Disse-me prontamente e com um brilho nos olhos: tenho 4, os primeiros 3 são trigémeos e depois tive mais um. Esteves alguns minutos a contar-me os nomes deles e tudo o mais. E só passado mais de 10 minutos me disse: mas um dos trigémeos já morreu, tinha 4 anos de Pneumonia. O que a história tem de triste, tem também de amoroso. Nas Constelações Familiares aprendemos sempre que uma mãe ou um pai tem tantos filhos quantos as gravidezes da mãe. Quer eles tenham nascido ou não, quer já tenham morrido ou não. Para a A. era evidente que tinha 4 filhos, e não 3. Este sentimento de unidade fortalece sempre a família.</p>
<p>Depois perguntei-lhe se era casada, ao que ela me respondeu que era &#8220;mantida&#8221;. Que palavra bizarra. Confesso que não tive coragem de procurar entender ou saber mais, mas parece-me que por cá se chamaria de amante. E que em Portugal ao se perguntar à mulher se ela era casada, ela responderia: não sou.</p>
<p>Mantida também cria um vínculo e na realidade é em grande parte o que ela e os filhos dela são: mantidos.</p>
<p>Há uma simplicidade e sinceridade fantástica na forma como falam. Aqui não há cerimónias nem meias palavras, diz-se o que se quer e o que não se quer. Uma coisa que gostarei de aprender e que me será muito útil. A A. dizia-me assim: o que não gostar que eu faça diga-me que é a conversar que a gente se entende.</p>
<p>Mais, tem uma tatuagem manual num dos braços que diz: eu e tu. E perguntei-lhe quem era o eu: o eu sou eu claro, disse ela. Então e o tu: o tu é ele. E pronto&#8230; Para quê mais perguntas.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>Desde ontem trabalho com uma colega Angolana, a J., muito simpática e inteligente. E no meio da conversa toda disse-me também que tinha muitos irmãos. Mas que uma tinha morrido envenenada. Uma amante do marido tinha aproveitado quando ele estava fora para a envenenar. Era a mistura de tristeza com aceitação serena. Ainda tentei perceber se tinham apanhado a mulher ou algo parecido e nada. Parece que não é assim tão incomum.</p>
<p>É realmente este o mundo das realidades diferentes. Dos pesos diferentes. Dos valores diferentes. E eu tanto para aprender com eles. Que bom&#8230;<br />
Só ainda me fica a dúvida se são realidades paralelas ou perpendiculares.</p>
<p>De Angola com Amor,</p>
<p>Guadiana Ramirez</p>
<p>PS: Hoje reuni os dois seguranças e a senhora da limpeza para ter uma super conversa. Expliquei-lhes as regras: Não mentirem nem nos enganarem. Chegarem a horas. Não tirarem o que é nosso sem pedir. Não presumirem que vamos lhes resolver as coisas. Que ninguém pode entrar aqui na casa. Nem podem fazer negócios com o que é nosso. E que só são recompensados quando fazem um bom trabalho. E que se não. RUA!!!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Constelações Familiares com Bernardo Ramirez &#8211; 29 de Novembro</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 22:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Constelações]]></category>
		<category><![CDATA[Bernardo Ramirez]]></category>
		<category><![CDATA[Constelações Familiares]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>

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		<description><![CDATA[ONDE COMEÇAM E ACABAM OS MEUS LIMITES Workshop de Constelações Familiares com Bernardo Ramirez Os limites que tenho são os que me impõem ou que me imponho &#8230; Vivemos numa sociedade em relação onde por vezes não encontramos ou conseguimos definir os nossos limites. Todos queremos conhecer as nossas fronteiras. Queremos perceber onde estamos e...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;">ONDE COMEÇAM E ACABAM OS MEUS LIMITES</span></h2>
<h3 style="text-align: center;">Workshop de Constelações Familiares com <span style="color: #000080;">Bernardo Ramirez</span></h3>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_103" class="wp-caption aligncenter" style="width: 414px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2008/11/cerca.jpg" class="broken_link"><img class="size-full wp-image-103" title="Cerca" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2008/11/cerca.jpg" alt="Linites" width="404" height="269" /></a></dt>
</dl>
</div>
<p style="text-align: center;"><strong>Os limites que tenho são os que me impõem ou que me imponho &#8230;</strong></p>
<p style="text-align: left;">Vivemos numa sociedade em relação onde por vezes não encontramos ou conseguimos definir os nossos limites. Todos queremos conhecer as nossas fronteiras. Queremos perceber onde estamos e até onde podemos ir.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Data: </strong>29 de Novembro de 2008</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Horário: </strong>das 10 às 18 horas</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Local: </strong><a href="http://www.espacopsi.com" target="_blank">Espaço Psi</a> &#8211; Carcavelos (ver mapa <a title="Espaço Psi - Mapa" href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=pt-PT&amp;msa=0&amp;msid=115433623657637881306.00044f7660b589de311b5&amp;z=17" target="_blank">aqui</a>)</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Preço: </strong>40 Euros</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Inscrições </strong><em>(agradeço a inscrição antecipada)</em><strong>: </strong>info@bernardoramirez.com ou 966 220 808</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #808080;">(colegas facilitadores ou alunos da formação em Constelações Familiares têm entrada gratuita)</span></p>
<p style="text-align: left;"><strong>O que são Constelações?</strong></p>
<p>Criadas por Bert Hellinger, as constelações são representações de uma imagem interna de um sistema na nossa vida, seja ele familiar ou profissional. Nesse sistema existe informação sobre lealdades, sobre sentimentos, sobre vínculos e nós. Ou seja, todos temos uma imagem interna, consciente ou inconsciente, dos nossos sistemas. Essa imagem, através das constelações, é apresentada revelando as dinâmicas desse mesmo sistema e dirigindo o próprio sistema para uma melhor situação.</p>
<p><strong>Bernardo Ramirez </strong>(nascido em 1974), é apaixonado pelos seres humanos e pela vida. Encontrou-se nas Constelações e por essa razão formou-se em Constelações Familiares e Organizacionais. Coordena a Clínica Social do Espaço PSI, e desenvolve em parceria o projecto da Pedagogia Sistémica (porque as escolas representam o futuro). Tenta ser um Estudante permanente e interessa-se por temas de Desenvolvimento Humano, da Comunicação e pela Tecnologia em geral. Formou-se em Comunicação e Novas Tecnologias.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Sobre a família</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Feb 2008 11:33:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Constelações]]></category>
		<category><![CDATA[Bernardo Ramirez]]></category>
		<category><![CDATA[Constelações Familiares]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>

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		<description><![CDATA[Inspirado no meu texto sobre a família (que podem ler aqui) a minha amiga D. D. escreveu o seguinte que sinto como profundamente inspirador e por isso o partilho aqui. &#8220;Quando éramos pequeninos a família era o refúgio; Quando passámos à juventude a família queria-se à distância; Quando crescemos a família ajuda-nos no encontro com...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Inspirado no meu texto sobre a família (que podem ler <a title="Sobre a família Ramirez" href="http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/familia-ramirez/" target="_blank">aqui</a>) a minha amiga D. D. escreveu o seguinte que sinto como profundamente inspirador e por isso o partilho aqui.</p>
<p><a href="http://www.bernardoramirez.com/wp_blog/wp-content/uploads/2008/01/avos_ramirez.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-632" title="Avós Ramirez" src="http://www.bernardoramirez.com/wp_blog/wp-content/uploads/2008/01/avos_ramirez.jpg" alt="" width="157" height="273" /></a></p>
<p>&#8220;Quando éramos pequeninos<br />
a família era o refúgio;<br />
Quando passámos à juventude<br />
a família queria-se à distância;<br />
Quando crescemos<br />
a família ajuda-nos no      encontro com o que somos.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Família Ramirez</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jan 2008 11:44:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
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		<description><![CDATA[Desde que nasci (não podia ser de outro modo) que pertenço a duas famílias: a do meu pai e a de minha mãe. Curiosamente, isso não poderia implicar diferenças mais profundas. Hoje, a da minha mãe somos ela e eu (e algum primos afastados), enquanto que a do meu pai, contabilizado neste Natal de 2007,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde que nasci (não podia ser de outro modo) que pertenço a duas famílias: a do meu pai e a de minha mãe. Curiosamente, isso não poderia implicar diferenças mais profundas.</p>
<p><span class="thickbox"> </span><a href="http://www.bernardoramirez.com/wp_blog/wp-content/uploads/2008/01/avos_ramirez.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-632" title="avos_ramirez" src="http://www.bernardoramirez.com/wp_blog/wp-content/uploads/2008/01/avos_ramirez.jpg" alt="" width="157" height="273" /></a>Hoje, a da minha mãe somos ela e eu (e algum primos afastados), enquanto que a do meu pai, contabilizado neste Natal de 2007, ronda os 140 elementos (há quem diga que éramos 124). São oito filhos, vinte e oito netos e mais tantos bisnetos e todos os cônjuges, companheiros e outros que tais.</p>
<p><a id="file-link-15" class="file-link image broken_link" title="avos_ramirez.jpg" href="http://www.bernardoramirez.com/wp-admin/upload.php?tab=ngg_gallery&amp;post_id=-1201692476&amp;action=view&amp;style=inline&amp;_wpnonce=c86e94b57d&amp;ID=15&amp;select_gal=2"> </a>Este belo casal são os meus avós paternos: o Mário e a Maria. A ele não o conheci, mas ela foi e sempre será uma fonte de inspiração na minha vida. Força, coragem e persistência.</p>
<p>Sempre receei os Ramirez. Por serem muitos, por serem distantes, por serem abundantes e por serem diferentes. Em proporção inversa ao entusiasmo do meu pai sentia um medo e uma dor sempre que o Natal se aproximava. O que vou dizer? O que me vão perguntar? Mas eu nem sei o nome deles todos.</p>
<p>Agora, mais velho, é diferente. Olho para eles com ternura, nas suas diferenças, nas suas forças e nas suas fragilidades. Aprendi a gostar de estar com eles. Nem que seja brevemente. E fazer disso um elogio aos meus avós queridos. À sua força. E principalmente ao seu AMOR.</p>
<p>Eu já tenho uma família assim, mas também quero que um dia a minha família seja assim.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.bernardoramirez.com/wp_blog/wp-content/uploads/2008/01/ramirez.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-634" title="Família Ramirez" src="http://www.bernardoramirez.com/wp_blog/wp-content/uploads/2008/01/ramirez.jpg" alt="" width="500" height="245" /></a></p>
<p><span class="thickbox"> </span></p>
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