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	<title>bernardoramirez [feeling right]Gripe A | bernardoramirez [feeling right]</title>
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		<title>Portugalidade com Gripe A</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 20:33:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Gripe A]]></category>
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		<description><![CDATA[Desde que voltei não tenho andado com muita vontade e disponibilidade para escrever. Os que me conhecem melhor já sabem que a minha escrita, apaixonada e sincera, é como eu, de ondas. E por isso o silêncio, que faz parte dos meus ritmos, surge como o som. Hoje, no entanto, quis escrever-vos sobre a Gripe...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde que voltei não tenho andado com muita vontade e disponibilidade para escrever. Os que me conhecem melhor já sabem que a minha escrita, apaixonada e sincera, é como eu, de ondas. E por isso o silêncio, que faz parte dos meus ritmos, surge como o som. Hoje, no entanto, quis escrever-vos sobre a Gripe A e a Portugalidade. E por isso aqui vai para pensar um pouco sobre o que se é e o que não se é.</p>
<p>De quinta a domingo estive, com o meu amor, em Barcelona. Cidade que já tinha tido a oportunidade de conhecer, há uns anos atrás. Cheia de encantos, metropolitana, viva, dinâmica e brilhante. É uma cidade que vive, que ferve, onde há sempre pessoas, milhares de pessoas por todo o lado. E motas, e lojas e bicicletas, e arte, e cultura, e arquitectura e gente e gente e vida.</p>
<p><span class="currency_converter_text">Mas nas nossas caminhadas, o que mais me surpreendeu na cidade foi o que não vi. No meio dos </span><span class="currency_converter_link" title="Convert this amount"><span class="currency_converter_link" title="Convert this amount"><span class="currency_converter_link" title="Convert this amount">7</span></span></span><span class="currency_converter_text"> milhões, pelo menos os que vi, não vi menção nenhuma à Gripe A. Nem um cartaz, nem um anúncio, mas mais ainda, nem um produto de limpeza, nem um gel mata micróbios assassinos e psicopatas. Aqui em Portugal, faz-se de tudo sobre a Gripe A. Vendem-se máscaras, e gel, e Tamiflu, e fica toda a gente em casa. E não se pode espirrar e cartazes por todo o lado e até livros para crianças sobre a Gripe A.</span></p>
<p>Mas, numa das cidades mais cosmopolitas da Europa ocidental não se fala, não se vê, não se vive a Gripe A.</p>
<p>E porquê a diferença? Será que os espanhóis são pouco conscientes, preocupados ou higiénicos? Comecei a reflectir sobre essa questão, sobre a forma como aqui em Portugal levamos tudo ao extremo. E principalmente como queremos tanto ser um povo civilizado. Iguais ao que achamos ser a Inglaterra, os EUA ou outro qualquer país que achamos importante.</p>
<p>Mas o mais cómico deste desejo ardente, que anda sempre de par em passo com a nostalgia de algo que achamos  que não somos e devíamos ser, é que na realidade não sabemos bem o que é ser desenvolvido ou civilizado. Nem queremos saber. Vivemos um sonho do que isso deverá ser e por isso fazemos o que achamos todos os países desenvolvidos fazem. E depois aparece o ridículo, por estarmos tão longe do real.</p>
<p>De num país com características tão bonitas, passarmos tanto tempo a tentar ser o que não somos. &#8220;<span>Nós não queremos ser um povo desenvolvido, queremos ser como achamos que é um povo desenvolvido.&#8221;</span></p>
<p>E esse é o nosso limite, e a nossa prisão, não queremos a realidade, nem nossa, nem a de outro qualquer referente. Queremos ser o que sonhamos ser a realidade dos outros&#8230;</p>
<p>Curioso esta nossa portugalidade. Aliás se calhar a portugalidade é que está com gripe A.</p>
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		<title>Gripe A e Tamiflu</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 08:54:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Aviso Público]]></category>
		<category><![CDATA[Gripe A]]></category>
		<category><![CDATA[Tamiflu]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje acordei com a gripe A, não doente com a gripe A, mas a ver na televisão mais um sensacionalismo sobre a mesma. Escolas fechadas, empresas fechadas, e tudo o mais de pernas para o ar. Para todos aqueles que não prestam atenção ao mundo e ao que nele se passa esta crise se saúde...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje acordei com a gripe A, não doente com a gripe A, mas a ver na televisão mais um sensacionalismo sobre a mesma. Escolas fechadas, empresas fechadas, e tudo o mais de pernas para o ar. Para todos aqueles que não prestam atenção ao mundo e ao que nele se passa esta crise se saúde é, na minha opinião, tanto da responsabilidade da doença, como é dos media, dos governos e das empresas que ganham dinheiro com o negócio dos que estão doentes.</p>
<p>Por isso, porque vos quero bem, mando-vos aqui um resumo de dados sobre a doença escrito por Teresa Forcades i Vila, monja beneditina do Convento de Montserrat em Barcelona, médica especialista em Medicina Interna e doutorada em Saúde Pública.</p>
<p>&#8220;Cerca de 33% das pessoas maiores de 60 anos parecem ter imunidade a este tipo de vírus da nova gripe.</p>
<p>Desde o seu início até 15 de Setembro de 2009, morreram com esta gripe 137 pessoas na Europa e 3.559 em todo o mundo; há que ter em atenção que anualmente morrem na Europa entre 40.000 e 220.000 pessoas devido à gripe.</p>
<p>Os dados desta temporada, pela qual já passaram os países do hemisfério Sul, demonstram que a taxa de mortalidade e de complicações da nova gripe é inferior à da gripe anual</p>
<p>Em 29 de Abril de 2009, quando apenas tinham passado 12 dias sobre a detecção dos dois primeiros casos da nova gripe, a Drª Margaret Chan, directora-geral da OMS, declarou que o nível de alerta por perigo de pandemia se encontrava na fase 5 e mandou que todos os governos dos Estados membros da OMS activassem planos de emergência e de alerta sanitária máxima; um mês mais tarde, 11 de Junho de 2009, a Drª Chan declarou que no mundo já tínhamos uma pandemia (fase 6) causada pelo vírus A/H1N1 S-OIV [10]. Como pode fazer tal declaração quando, de acordo com os dados científicos expostos acima, a nova gripe é uma realidade mais benigna que a gripe sazonal e, além disso, não é um vírus novo e ao qual parte da humanidade está imune?</p>
<p>No contexto de uma pandemia é possível declarar a vacinação obrigatória para determinados grupos de pessoas ou, inclusivamente, para o conjunto dos cidadãos.</p>
<p>É preciso que se saiba que há três novidades que fazem com que a vacina da nova gripe seja diferente da vacina da gripe anual: a primeira é que a maioria dos laboratórios estão a desenhar a vacina de forma que uma só injecção não seja suficiente e sejam necessárias duas; a OMS recomenda também que não se deixe de administrar a da gripe sazonal; quem seguir estas recomendações da OMS expõe-se a ser infectado três vezes e isto é uma novidade que, teoricamente, multiplica por três os possíveis efeitos secundários, embora na realidade ninguém saiba que efeitos pode causar, pois nunca antes se fez assim. A segunda novidade é que alguns dos laboratórios responsáveis pela vacina decidiram adicionar-lhe coadjuvantes mais potentes que os utilizados até agora nas vacinas anuais. Os coadjuvantes são substâncias que se adicionam às vacinas para estimular o sistema imunitário. A vacina da nova gripe que está a ser fabricada pelo laboratório Glaxo-Smith-Kline, por exemplo, contém um coadjuvante, AS03, uma combinação que multiplica por dez a resposta imunitária. O problema é que ninguém pode assegurar que este estímulo artificial do sistema imunitário não provoque, passado algum tempo, doenças auto-imunitárias graves, como a paralisia crescente de Guillain-Barré. E a terceira novidade que distingue a vacina para a nova gripe da vacina anual, é que as companhias farmacêuticas que a fabricam estão a exigir que os Estados assinem acordos que lhes garantam a impunidade no caso das vacinas terem mais efeitos secundários que os previstos (por exemplo prevê-se que a paralisia Guillain-Barré venha a afectar 10 pessoas por cada milhão de vacinados); os EUA já assinaram estes acordos que garantem, tanto às farmacêuticas como aos políticos, a retirada de responsabilidade pelos possíveis efeitos secundários da vacina.</p>
<p>No caso da gripe continuar tão benigna como até agora, não faz qualquer sentido a exposição ao risco de receber uma vacina contaminada ou o de sofrer uma paralisia Guillain-Barré.</p>
<p>No caso de a gripe se agravar de forma inesperada, como já há meses anunciam sem qualquer base científica um número surpreendente de altos dirigentes &#8211; entre eles a Directora-Geral da OMS -, e repentinamente, começarem a morrer muito mais pessoas do que é habitual, ainda terá menos sentido deixar-se pressionar para ser vacinado, porque uma surpresa assim só poderá significar duas coisas:</p>
<p>1. Que o vírus da gripe A que agora circula sofreu uma mutação;<br />
2. Que está em circulação outro (ou outros) vírus.&#8221;</p>
<p>Leiam com atenção este resumo. E pensem. Pensem mesmo. Porque nem tudo o que nos dizem é verdade, e nem tudo o que nos dizem é bom para nós.</p>
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