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	<title>bernardoramirez [feeling right]Mudança | bernardoramirez [feeling right]</title>
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	<description>Um espaço dedicado à Comunicação, às Constelações e à Tecnologia</description>
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		<title>Tempo, Tempo, Tempo</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Mar 2011 09:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
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		<description><![CDATA[Para onde foste tu, pensamos tantas vezes. E aqui fico sempre preso ao que não fiz. Quero acordar e saltar e soltar; Quero ir pelo mundo fora acordado. Mas olho para trás, vejo a tua face, Descubro que não és meu e sim teu, Que me levas ao teu lado e sorris. Porque parte de...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para onde foste tu, pensamos tantas vezes.</p>
<p>E aqui fico sempre preso ao que não fiz.</p>
<p>Quero acordar e saltar e soltar;</p>
<p>Quero ir pelo mundo fora acordado.</p>
<p>Mas olho para trás, vejo a tua face,</p>
<p>Descubro que não és meu e sim teu,</p>
<p>Que me levas ao teu lado e sorris.</p>
<p>Porque parte de mim é criança,</p>
<p>Parte de mim adolescente,</p>
<p>Adulto outra parte de mim,</p>
<p>e velho, velho até de mais.</p>
<p>Ris-te do que digo e não faço.</p>
<p>Sorris ao que faço e não digo.</p>
<p>Mas tu sabes oh tempo, tu sabes,</p>
<p>Que a única verdade imutável é que tudo passa</p>
<p>E que a mudança é inevitável.</p>
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		<title>Sentido de Humor</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Feb 2011 09:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Constelações]]></category>
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		<category><![CDATA[resistência]]></category>
		<category><![CDATA[sentido de humor]]></category>
		<category><![CDATA[Ser]]></category>

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		<description><![CDATA[Costumo dizer aos meus amigos que Deus, ou Isso, ou a Entidade Suprema, ou o Extraterrestre Divino, ou o que lhe queiram chamar tem imenso sentido de humor. De alguma forma esta Entidade coloca-nos sempre em situações quase de humor impossível.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Costumo dizer aos meus amigos que Deus, ou Isso, ou a Entidade Suprema, ou o Extraterrestre Divino, ou o que lhe queiram chamar tem imenso sentido de humor.</p>
<p>De alguma forma esta Entidade coloca-nos sempre em situações de humor hilariante. Quando falamos mal de alguém e descobrimos que essa pessoa está atrás de nós. Ou quando não queremos ver alguém e essa pessoa vai trabalhar para o escritório à frente do nosso, ou para a secretária do lado. Quando somos vegetarianos e o nosso chefe ou os pais do nosso namorado nos fazem um almoço de picanha. Na realidade, quando queremos fugir de algo e somos sempre empurrados de encontro ao que queremos fugir.</p>
<p>É sempre assim, quando algo existe importante na nossa vida, e consciente ou inconscientemente tentamos fugir, recusar essa mudança, quando tentamos virar costas e &#8220;dar de frosques&#8221; (meu deus estou a ficar velho com estas expressões fora de moda) é quando a vida nos aperta o colarinho mais um pouco e nos diz: ESTÁ MESMO AQUI.</p>
<p>Flávia Monsaraz, professora de astrologia e mulher extraordinária, diz que quando as pessoas se queixam de estar cansadas, fartas ou outra coisa qualquer, ela responde para se cansaram ou fartarem mais um bocado, pois só nesse instante final é quando termina aquilo de que se queixam e começam uma fase nova.</p>
<p>Acho que é por essa razão que somos empurrados para esse momento, por nós próprios ou pelo universo, e a verdade é que, quanto mais resistimos, mais persistimos, sempre em direcção ao limite, sempre em direcção àquilo que tem de ser e à verdade do que nos habita.</p>
<p>Como diz Bert Hellinger a vida é como um rio, procura sempre o caminho de menor resistência e assim podemos ser com ela. Aceitar e seguir o caminho da menor resistência. Mas como somos criativos, teimosos, arrogantes, inteligentes, etc&#8230; teimamos e por vezes persistimos.</p>
<p>E quem persiste, resiste. E quem resiste não muda.</p>
<p>Assim, quando sentimos que algo se repete, contra a nossa vontade, quando somos confrontados permanentemente com algo que detestamos, o melhor será dizer &#8220;bem vindo&#8221;. E sorrir sabendo que É o que tem de SER.</p>
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		<title>Medos que mudam</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 06:21:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por circunstâncias da minha vida profissional aqui em Luanda hoje voltei ao sítio onde a minha carreira profissional começou em Angola. Foi em Setembro do ano passado (2009) que me deparei primeiro com este país. A chegada foi muito difícil. Já escrevi sobre isso, mas hoje, passado quase quatro meses de vida nesta cidade foi...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por circunstâncias da minha vida profissional aqui em Luanda hoje voltei ao sítio onde a minha carreira profissional começou em Angola. Foi em Setembro do ano passado (2009) que me deparei primeiro com este  país. A chegada foi muito difícil. Já escrevi sobre isso, mas hoje,  passado quase quatro meses de vida nesta cidade foi tudo diferente.</p>
<p>Podem ler o resto do post <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://galiciaconfidencial.com/nova/5666.html');" href="http://galiciaconfidencial.com/nova/5704.html">http://galiciaconfidencial.com/nova/5704.html</a></p>
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		<title>Diferenças comuns</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 16:41:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
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		<category><![CDATA[Crónica]]></category>
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		<description><![CDATA[Não é fácil conseguir explicar as diferenças entre Portugal e Angola, e presumo, entre a Galiza e Angola, mas a verdade é que os dois mundos são tão distantes que não há termo de comparação. O que é curioso é que na minha cabeça eu continuo sempre a usar o modelo que conheço: o português,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é fácil conseguir explicar as diferenças entre Portugal e Angola, e presumo, entre a Galiza e Angola, mas a verdade é que os dois mundos são tão distantes que não há termo de comparação. O que é curioso é que na minha cabeça eu continuo sempre a usar o modelo que conheço: o português, e a ficar surpreendido com o modelo Angolano.</p>
<p>Podem ler o resto do post <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://galiciaconfidencial.com/nova/5244.html');" href="http://galiciaconfidencial.com/nova/5531.html" target="_blank">http://galiciaconfidencial.com/nova/5531.html</a></p>
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		<title>Mudanças que se querem</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 08:10:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
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		<description><![CDATA[Já falei muitas vezes em silêncios e nos tempos de cada um. Em muitos momentos sinto, de certa forma, que crio expectativas nas pessoas que visitam o meu blog. Passo momentos da minha vida em que produzo grandes quantidades, e depois passo momentos em que não produzo nada. Inconstâncias da minha vida, e da vida...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já falei muitas vezes em silêncios e nos tempos de cada um. Em muitos momentos sinto, de certa forma, que crio expectativas nas pessoas que visitam o meu blog. Passo momentos da minha vida em que produzo grandes quantidades, e depois passo momentos em que não produzo nada. Inconstâncias da minha vida, e da vida de todos presumo.</p>
<p>Verdade seja dita, já houve momentos em que fui muito mais exigente e agressivo com esta minha natureza bipolar. Com este espírito agri-doce, silêncio-musical, com esta forma de estar tão transparente. Depois penso também que neste espaço público, seria importante ter uma imagem mais coerente, mais cuidada, mais estruturada. Que isso seria reflexo de uma dimensão profissional, séria, competente, e todos os outros adjectivos importantes que existem por aí.</p>
<p>Ainda mais porque ontem, falando com a querida B., e discutindo o blog dela, via-me revisto nas críticas que lhe fazia. Se realmente o meu espaço virtual espelha na perfeição quem sou, se apresenta ao mundo a minha multiplicidade, então qual é realmente a questão? (perguntava-me ela).</p>
<p>Mudanças, sempre em mudança. Este ano apresenta-se como um ano importante para mim. Resolução de muitas questões pendentes que ficaram para trás e construção de algo para o futuro que desejo muito. Assim, no meu silêncio, e ao telefone com outra amiga ela diz-me: Os momentos de isolamento, para mim, são muitas vezes a preparação para momentos importantes e de viragem, mesmo quando ainda não os vejo ou os percebo, mas eles não tardam a acontecer.</p>
<p>E isso desejo ardentemente, a mim, e a todos: que o vosso ano vos aproxime daquilo que mais desejam e que vos aproxime mais do que vos é importante.</p>
<p>Um ano feliz de 2010</p>
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		<title>Obstáculos &#8211; A Dança da Mudança</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Feb 2008 10:17:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Constelações]]></category>
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		<category><![CDATA[Obstáculos]]></category>

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		<description><![CDATA[No próximo dia 16 de Fevereiro ocorrerá o 2º Workshop do projecto A Dança da Mudança. Este encontra-se inserido num projecto em três fases. Para saberes mais sobre o projecto podes ler este artigo. Mesmo que não tenhas participado no primeiro workshop podes participar neste que será dedicado aos obstáculos que nos dificultam as mudanças....]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.bernardoramirez.com/wp_blog/wp-content/uploads/2008/01/lovebegets25.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-636" title="Love Begets Love" src="http://www.bernardoramirez.com/wp_blog/wp-content/uploads/2008/01/lovebegets25-300x171.jpg" alt="" width="300" height="171" /></a></p>
<p>No próximo dia 16 de Fevereiro ocorrerá o 2º Workshop do projecto <strong><span style="color: #ff0000;">A Dança da Mudança</span></strong>. Este encontra-se inserido num projecto em três fases.  Para saberes mais sobre o projecto podes ler <a title="A Dança da Mudança" href="http://www.bernardoramirez.com/constelacoes/a-danca-da-mudanca-2/" target="_blank">este artigo</a>.</p>
<p>Mesmo que não tenhas participado no primeiro workshop podes participar neste que será dedicado aos obstáculos que nos dificultam as mudanças.</p>
<p>O workshop ocorrerá dia 16 de Fevereiro, entre as 14:30 e as 18:30, no Espaço Psi (<a title="Mapa do Espaço Psi" href="http://maps.google.com/maps?f=l&amp;hl=pt-PT&amp;geocode=&amp;time=&amp;date=&amp;ttype=&amp;q=espa%C3%A7o+psi&amp;near=Av+Maria+da+Concei%C3%A7%C3%A3o,+49+r%2Fc+B&amp;sll=38.689128,-9.337735&amp;sspn=0.003844,0.007296&amp;ie=UTF8&amp;ll=38.690593,-9.337821&amp;spn=0.003844,0.007296&amp;z=17&amp;iwloc=A&amp;om=1%20" target="_blank">ver mapa aqui</a>) em Carcavelos. O valor deste workshop é de 40 Euros.</p>
<p>Para qualquer comentário, dúvida ou pedido de informação pode me contactar <a title="Contactar Bernardo Ramirez" href="http://www.bernardoramirez.com/sobre/contacto/" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<title>P&#8217;ra que somar se a gente pode dividir</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2005 09:14:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Bom Tempo no Canal]]></category>
		<category><![CDATA[Como dizia o poeta]]></category>
		<category><![CDATA[Festa do Avante]]></category>
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		<category><![CDATA[revolta]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste último fim de semana vivi uma experiência extraordinária. Voltei à Festa do Avante! Foi bom, mas foi surpreendente. Tanta, mas mesmo tanta gente. Milhares e milhares...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3892/940/1600/central2.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img class="alignleft" style="margin-top: 0pt; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0pt; cursor: pointer; border: 0px initial initial;" title="Festa do Avante " src="http://photos1.blogger.com/blogger/3892/940/320/central2.jpg" border="0" alt="Imagem de parte da festa do Avante" width="320" height="240" /></a>Neste último fim de semana vivi uma experiência extraordinária. Voltei à <span style="font-style: italic;">Festa do Avante!</span></p>
<p>Foi bom, mas foi surpreendente. Tanta, mas mesmo tanta gente. Milhares e milhares&#8230;</p>
<p>Não costumo gostar de banhos de multidão, do suor na cara, dos encontrões, da falta de espaços para nos sentarmos e até de casas de banho, mas gostei de estar lá. Gostei de participar numa festa de tanta diversidade. Com tanta gente de tanto lado, de tantos feitios, de tantas idades.</p>
<p>O mais próximo daquele espírito com que me deparei foi na <strong>Queima das Fitas</strong>, em <em>Coimbra</em>, naquele recinto eufórico. Mas aqui era diferente, mais idades, mais gentes, mais diversidade.</p>
<p>Se tivesse que resumir tudo escolheria dois argumentos a favor e dois argumentos contra.</p>
<p>A favor, é surpreendente encarar e participar da organização comunista. Os comboios, as camionetas, as filas, as senhas, os guias, os mapas, tudo funciona, ou quase. Tudo claro e fácil, com pessoas pacientes e prestáveis. O espírito do &#8220;todos fazem a sua parte&#8221; (já iremos ao reverso da medalha), o espírito do &#8220;somos todos iguais&#8221;. A <em>Carvalhesa</em>, os sorrisos, a preguiça e os espaços perto da água. Tudo muito bom.</p>
<p>A favor, é a diversidade. Diversidade de sons: desde o rock, passando pelo tango, até a música clássica. E eram crianças, jovens, adultos e velhos. A beber cerveja ou água, a fumar ou não, mas todos juntos. Diversidade de culturas: os portugueses, os galegos, os moçambicanos, etc. Diversidade de sabores: da sopa da pedra, passando pelo choco frito, e indo para as espetadas em pau de louro. Este encontro é a prova viva de que não precisa existir alta e baixa cultura. Todos podem participar em tudo. E acho que essa é uma das grandes lições da Festa do Avante. (e sim, Xutos e Clã foram demais!!!)</p>
<p>Contra, a “<em>Luta continua</em>”, “<em>Resistência</em>”, são exemplos de frases de ordem que se vêm espalhadas por todo o recinto. Em letras grandes, demasiado grandes. Não ponho em causa a validade histórica das afirmações e a sua importância. Mas neste milénio novo acho que já não há espaço para elas. Acho que chegou a altura de novas frases de ordem, de novas formas de comunicação: “<em>A aprendizagem continua</em>”, “<em>Diálogo sempre</em>”, “<em>Construir em conjunto</em>” ficariam deliciosas em cartazes gigantes e apelariam a um espírito renovado. Ao ver aquela malta nova, toda cheia de símbolos da revolução, com um discurso &#8220;camaradizado&#8221; deixa-me meio triste. Não que o discurso não tenha valor, é óbvio que tem, mas é preciso um discurso novo, não de resistência, de oposição, mas de construção. E principalmente, que os jovens o queiram para se rebelar acho bom e bonito, que o discurso queira os jovens para parecer mais forte e vivo, é triste e escusado.</p>
<p>Contra, algumas confusões normais da malta aqui desta ilha em que vivemos. Sim, é realmente muito barato (3 dias, 17 euros). É verdade que o trabalho é voluntário, que é tudo para o partido, e que isso tem valor e é importante (quando é feito com convicção). Claro que, como todas as formas de participação doutrinária, há quem acredite e faça, há quem não acredite e faça na mesma, e há quem não acredite, quer faça ou não. No <em>Avante </em>vi muitos não acredito, mas faço (talvez por hábito). Numa barraca fomos muito mal servidos e o senhor do lado de lá respondia ofendido: “<em>Somos voluntários, não recebemos nada</em>”. Está certo senhor, mas nós pagámos, e a decisão de como funcionam, a vossa oferta (digna e meritória) não nos diz respeito, não é nossa. Claro que é normal neste país que isso aconteça, que as pessoas sejam mal servidas, sempre com bons argumentos. Mas, se calhar, a malta comunista poderia fazer a diferença. Mostrar organização, profissionalismo e simpatia&#8230; e muita, mas mesmo muita organização.</p>
<p>Resumidamente, foi muito bom, são apenas arestas para limar. Até porque acho que nem a organização esperava o banho de multidão que vi lá, a viver a festa comigo. Sim realmente é muito melhor dividir, do que somar. Mas se o fazem que seja por convicção, é que de outro modo, não vale a pena.</p>
<p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"><span style="font-family: Arial; font-size: 100%;" lang="PT"><span style="font-weight: bold;">Como Dizia o Poeta</span><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"><span style="font-family: Arial; font-size: 100%;" lang="PT">&#8220;Quem já passou por esta vida e não viveu<br />
Pode ser mais mas sabe menos do que eu<br />
Porque a vida só se dá pra quem se deu<br />
Pra quem amou, pra quem chorou , pra quem sofreu </span></p>
<p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"><span style="font-family: Arial; font-size: 100%;" lang="PT">Ai quem nunca curtiu uma paixão<br />
Nunca vai ter nada não</span></p>
<p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"><span style="font-family: Arial; font-size: 100%;" lang="PT">Não há mal pior do que a descrença<br />
Mesmo amor que não compensa<br />
É melhor que a solidão<br />
Abre os teus braços meu irmão, deixa cair<br />
<span style="font-size: 0;"> </span>Pra que somar se a gente pode dividir<br />
Eu francamente já não quero nem saber<br />
De quem não vai porque tem medo de sofrer</span></p>
<p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"><span style="font-family: Arial; font-size: 100%;" lang="PT">Ai de quem não rasga o coração</span></p>
<p><span style="font-style: italic; font-family: Arial; font-size: 100%;" lang="PT">Esse não vai ter perdão&#8221;</span></p>
<p><em>(Toquinho e Vinícius de Moraes)</em></p>
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