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	<title>bernardoramirez [feeling right]Processo criativo | bernardoramirez [feeling right]</title>
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		<title>O processo da escrita</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Mar 2010 17:31:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Ramirez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
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		<description><![CDATA[Gosto de me ler, gosto de me ler quando o que escrevi já não me pertence. Gosto de me ler quando já não reconheço o que escrevi. Fico sempre surpreendido e entretido e ás vezes admirado. Umas vezes porque o que escrevo sinto-o com qualidade. Outras vezes porque acho a escrita repetitiva, sonhadora e um...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/07032010084.jpg" class="broken_link"><img class="alignleft size-medium wp-image-428" style="border: 5px; margin: 5px;" title="Eu a escrever" src="http://www.bernardoramirez.com/wp-content/uploads/2010/03/07032010084-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Gosto de me ler, gosto de me ler quando o que escrevi já não me pertence. Gosto de me ler quando já não reconheço o que escrevi. Fico sempre surpreendido e entretido e ás vezes admirado. Umas vezes porque o que escrevo sinto-o com qualidade. Outras vezes porque acho a escrita repetitiva, sonhadora e um pouco aborrecida.</p>
<p>Mas gosto de me ler. Viajo pelos meus textos, principalmente os que tenho em <a href="http://bomtemponocanal.blogspot.com" target="_blank">http://bomtemponocanal.blogspot.com</a> e aqui em <a href="http://www.bernardoramirez.com" target="_blank">http://www.bernardoramirez.com</a> e gosto de ver o fio condutor dos meus textos. No <strong>Bom Tempo no Canal</strong> escrevi cerca de 350 crónicas, e aqui já atingi a centena.</p>
<p>Com a evolução da minha vida e de mim mesmo sinto que amadureci, e sinto que continuo centrado nos meus temas.</p>
<p>Alguém disse-me que tenho uma escrita única. Já várias pessoas me disseram que devia publicar o que escrevo, em particular, desde que comecei a escrever daqui de Angola. Curiosamente, sinto que aqui tenho mais tempo para escrever e para pensar e para sentir e se calhar é verdade. Mas ainda não me sinto pronto para procurar ou tentar publicar o que escrevo.</p>
<p>Hoje disseram-me que escrevo nu. Sempre despido e transparente. Também me sinto assim, e na minha transparência sou o que sou, para o bom e para o mau. Admitindo os meus sonhos e as minhas limitações. Gosto do que escrevo, e gosto de me ler, mesmo quanto tantas vezes falho o final. Deixo sempre o texto aberto e transparente, sem respostas ou explicações.</p>
<p>Sou impulsivo na minha escrita e apaixonado. Quando ouço o processo criativo de pessoas que escrevem fico sempre admirado com tempo e dedicação do trabalho que executam. A mim a escrita saí como uma torrente. Uma ideia, um instante, um pensamento aparece de repente em mim e tenho de o despejar para o teclado e para a escrita. Também é verdade que até agora não têm sido textos longos. São sempre mensagens curtas.</p>
<p>Na realidade é-me indiferente se é em papel ou no computador, o teclado só é mais fácil porque já estou habituado. Assim vai o derrame da escrita para o teclado e depois para o mundo. Porque para além de me ler, também gosto que me leiam.</p>
<p>A escrita para mim é um processo de verdade, de proximidade com o eu profundo, de oferta e de partilha, mas acima de tudo de transparência.</p>
<p>Convido-vos a lerem-me e a falarem do que lêem, e a dizer-me o que pensam o que sentem e o que acham da minha escrita. Estou sempre aqui para aprender convosco. E para partilhar o que aprendo. É muito bom.<br />
___________________________________________________</p>
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