Tudo Arrumadinho

Cds desarrumados e outros que tais

Gosto muito de gavetas, sempre gostei. Aquele cheiro de madeira, os forros de papel colorido, os saquinhos com lavanda. Gosto de gavetas: de cuecas, de meias ou de t-shirts. Gosto das que têm papel e canetas coloridas, ou das que guardam as cartas e os postais das viagens. Gosto das que guardam os bilhetes que vamos reunindo com o tempo.

São úteis e são práticas. Julgo que quem pensou: “eh pá, e se neste armário eu metesse umas coisas que dessem para puxar e voltar a meter para dentro, onde se pudesse pôr tudo e mais alguma coisa, arrumar coisas, que bela ideia seria”; era realmente um génio. Continuar a ler “Tudo Arrumadinho”

“Pra que somar se a gente pode dividir”

Neste último fim de semana vivi uma experiência extraordinária. Voltei à Festa do Avante!

Foi bom, mas foi surpreendente. Tanta, mas mesmo tanta gente. Milhares e milhares…

Não costumo gostar de banhos de multidão, do suor na cara, dos encontrões, da falta de espaços para nos sentarmos e até de casas de banho públicas, mas gostei de estar lá. Gostei de participar numa festa de tanta diversidade. Com tanta gente de tanto lado, de tantos feitios, de tantas idades. Continuar a ler ““Pra que somar se a gente pode dividir””

Realismo

Não sou apreciador do realismo. Não me refiro à corrente literária, mas àquele realismo ao qual as pessoas se agarram: “De um modo realista, tal e tal. Sejamos realistas, é preciso bla bla bla. Não nos acusem de falta de realismo…”

Não gosto! Acho que o realismo foi algo inventado pelos pessimistas deste mundo para se justificarem, para explicarem as suas posições ou para se desculparem quando as coisas correm mal. Continuar a ler “Realismo”

“A Revolta dos Keridos”

Eu a sorrir e atrás na parece escrito: No sabia que ponerme y me puse feliz

– És um kerido! – já me o disseram muitas vezes. (ou querido, dependendo do contexto escrito ou oral) – Mesmo, mesmo. – reforçam.

Acho que existe, e sempre existiu, um desafio essencial no relacionamento entre os homens e as mulheres. Não sei a que se deve, mas é evidente. Os padrões, os valores, as prioridades, a forma de se expressarem são por vezes opostas. Continuar a ler ““A Revolta dos Keridos””