Crescer

Quando estamos na aventura da vida diária, muitas vezes não temos o tempo ou a vontade de parar, olhar e ver de onde viemos e para onde estamos a ir. À partida, como toda a gente, presumimos que a vida continua igual, que tudo se passa da mesma forma e que nós, como o mundo que nos rodeia, continuamos iguais e constantes.

Não quero aqui falar sobre o debate eterno sobre se permanecemos sempre os mesmos ou se mudamos ao longo da vida. Um dia pode ser um bom debate (o que acham vocês?).

Estes dias aconteceram várias coisas engraçadas que me fizeram perceber que mudei. Hoje, com os meus 41 anos de vida, já aprendi e vivi coisas que me fizeram crescer e melhorar (ou pelos menos assim gosto de assim me imaginar).

Numa discussão durante o almoço, colegas meus debatiam animadamente a questão da sexualidade e das relações amorosas, mais ou menos legalizadas e oficializadas, e os limites e liberdades que se podiam ou não dar. Uma das minhas colegas estava a ser radical na sua posição. Mesmo radical! Ao ponto de dizer (e atenção que estes espanhóis não têm vergonha na cara [e acho que é por isso que gosto tanto deles]): não me digas que achas normal que eu casada, ande por aí a chupar pilas a quem me apetecer?

Claro que foi uma gargalhada sem parar. Mas um dos meus colegas levou o radicalismo a peito. E ficaram ali os dois, meio ofendidos, meio aos gritos, meio divertidos a discutir cada uma das suas posições. E eu, com a minha posição, aceitei o meu silêncio porque acredito que não conseguimos mudar a opinião e a ideia seja de quem for. Mesmo as radicais e as loucas. Mesmo as desprovidas de sentido e valor. A cada um a sua opinião.

Ontem tive também uma reunião com um dos dirigentes da minha empresa e no meio da conversa e da avaliação que me estava fazendo, pensava para mim o quanto tinha mudado. Dizia-lhe com tranquilidade: quero mais trabalho, quero mais responsabilidade, quero mais experiência, quero dar o que tenho de melhor a esta empresa. Lembro-me de, há muitos anos, dizer exactamente o contrário: quero mais férias, quero mais salários, quero mais direitos, quero mais…

E o meu mentor favorito, Jim Rohn, guia espiritual e grande amigo, ia-me sussurrando ao ouvido: “Deves sempre trabalhar mais do que te pagam para investires no teu futuro. Porque, na verdade, és pago pelo valor que trazes ao teu local de trabalho.”

E fiquei-me a agradecer a mim, à Herbalife, ao Jim e a todos os que me ensinaram o quanto tenho crescido. Porque realmente a vida é para se viver. E isso é crescer.

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