Entre o amor e a paixão

Ontem, na minha insónia, dei mais uma vista de olhos ao filme Captain Corelli’s Mandolin. Há uma parte onde um pai explica à filha (e também personagem principal Penelope Cruz) a diferença entre paixão e amor. Vale a pena ler:

When you fall in love, it is a temporary madness. It erupts like an earthquake, and then it subsides. And when it subsides, you have to make a decision. You have to work out whether your roots are become so entwined together that it is inconceivable that you should ever part.
Because this is what love is.
Love is not breathlessness, it is not excitement, it is not the desire to mate every second of the day. It is not lying awake at night imagining that he is kissing every part of your body.
No… don’t blush. I am telling you some truths.
For that is just being in love; which any of us can convince ourselves we are. Love itself is what is left over, when being in love has burned away. Doesn’t sound very exciting, does it? But it is!”

“Quando nos apaixonamos é como uma loucura temporária. Irrompe como um terremoto e depois abranda. E, quando abranda, temos de tomar uma decisão. Temos que decidir se as nossas raízes estão entrelaçadas ao ponto de ser inconcebível conseguir nos separarmos.
Porque isto é que é o amor.
O amor não é a falta de ar, não é a emoção, não é o desejo de acasalar a cada segundo do dia. Não é ficar acordada toda a noite a imaginá-lo beijando-te todo o corpo.
Não… não precisas corar. Estou a dizer-te umas verdades.
Isso é só estar “apaixonado; o que qualquer um de nós pode convencer-se que está. O verdadeiro amor é o que resta quando a paixão se esvai. Não parece muito excitante, pois não? Mas é!”

por Bernardo Ramirez


O que acham da diferença? Concordam? Como é para vocês?
Escrito originalmente a 3 de Outubro de 2005

 

2 comentários em “Entre o amor e a paixão”

Comentário: