O que chamamos para a nossa vida

Muitas vezes perguntamos-nos porque chamamos determinadas coisas para a nossa vida. Porque é que, apesar dos nossos melhores esforços, este ou aquele problema ou tristeza surgem. E ainda por cima nós queríamos tanto que isso não acontecesse. Pensámos tantas vezes nisso. E agora, Deus, ou o que o valha, ignorou-nos e traz para a nossa vida esse problema.

Muita gente também se pergunta porque é que coisas tão tristes ou feias, pessoas tão más ou desinteressantes se tornam populares. Aparecem por todo o lado, ganham visibilidade e proeminência. Porque é que os extremismos, os radicalismos, os terrorismos, são populares e têm tanto espaço público.

E hoje estou aqui para vos dizer que a responsabilidade é vossa. Minha também. Na verdade nossa, de todos.

O universo tem uma regra de ouro. Que serve para tudo. E que podemos usar para o bem e para o mal. Para o que nos convém e para o que não nos convém. Diz algo assim:

“Aquilo de que falamos, e aquilo em que pensamos, trazemos para a nossa vida.”

Isto significa que, quando pensamos em doença, estamos a chamar doença para a nossa vida, quando pensamos dor, estamos a chamar a dor, quando pensamos alegria, chamamos alegria, quando pensamos riqueza, chamamos riqueza.

E não é preciso falar sobre isso. Mesmo nos recantos mais fundos da nossa mente. Se passamos a vida a pensar: não vou conseguir, o universo irá satisfazer esse desejo e não irás conseguir.

Mas, estarão aí a pensar. Eu digo que não quero ficar doente, não quero ser pobre, não quero perder aquela pessoa. Mas eu estou aqui para vos dizer que: para o universo isso não importa. Se pensas na doença, se pensas na pobreza, se pensas em perder ele irá dar-te a doença, a pobreza, a perda. Ou tu irás dar-te a ti próprio. Porque o universo não dá valor ao não. Para ele, não quero ficar doente, ou quero ficar doente, é o mesmo: estás a focar o teu pensamento em doença.

E por isso, se não gostamos de algo ou alguém, mas passamos o tempo a falar sobre essa pessoa ou coisa, estamos a dar poder e energia a isso. Há inclusive estudos que dizem que os líderes mais detestados e controversos que acabaram por ganhar e liderar tiveram sucesso apenas por serem o foco, por serem o centro da atenção e da energia.

Mas não há fatalismo, porque a mesma ferramenta que destrói a nossa vida é a que nos possibilita alegria, abundância e felicidade. Apenas é necessário desenvolver a prática de sentir e pensar aquilo que queremos, independentemente da realidade e do que se passa.

Sou feliz. Sou rico. Sou saudável. Sou bem sucedido.

E se insistirmos tanto, para o bom, como fazemos para o mais difícil, o universo, ou Deus, ou vocês mesmos dirá: Seja feita a tua vontade.

 

por Bernardo Ramirez

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