Ralações (ou medo da mudança)

Fico sempre surpreendido com a forma radical e extraordinária com que nos agarramos a razões para manter as coisas como estão. Dizemo-nos sempre que temos de ter calma, que pode ser que as coisas mudem, que não se pode desistir assim, ou outra razão qualquer.

Mas ficamos na dor vidas inteiras. Empregos da treta, relações medíocres, relações familiares dependentes, vícios variados, dependências múltiplas.

Mas há sempre uma boa razão. E é sempre tão evidente que só não vemos porque não queremos. Porque aceitamos que a nossa mente continue a ditar a vida e a sujeitar o que sentimos à sua vontade controladora. Porque a mente não doí. Ela só teme a mudança. Mesmo que isso implique sacrificar tudo o resto.

Não tenhas medo amigo(a), pior do que estás não podes ficar. Sozinho(a), a sofrer, desesperado(a). O mundo é a tua pérola. Acredita em ti e no teu corpo. Coloca-te em primeiro lugar.

Tudo vale a pena!

7 comentários em “Ralações (ou medo da mudança)”

  1. Somos “bichos” de hábitos e de comodidade. Acomodamo-nos, porque a mudança exige esforço e destabiliza. Acomodados sabemos com o mal com que contamos, mudando, espera-nos o desconhecido, que pode ser um bicho papão. 🙂 CONCORDO completamente contigo, arranje-se a Energia e a Coragem necessária para agir diferente, e mudar o que não está bem. Porque todos nós merecemos ser felizes. 🙂

  2. Meu caro Bernardo
    O seu texto está lúcido para que todos se remetam à sua verdade. No amor há espaços da alma que se vão perdendo na contrapartida de territórios que se vão ganhando porém, o equilíbrio só o encontramos quando nos colocamos em primeiro lugar porque só amando-nos conseguimos amar

  3. Obrigado pelo seu comentário.

    Julgo que de forma inocente salientou outra questão muito pertinente (a língua portuguesa é mesmo traiçoeira), a verdade de cada um, mas no entanto este texto é a minha verdade. Nunca me canso de dizer que este é o meu olhar, e não um dado ou uma verdade incontestável!

  4. sair da área do papagueio e só escrever o q vem de nós e não das cartilhas q enfiamos na cabeça, sejam elas as da escola, família(a tal famigerada da boa consciencia, sempre fiel ao q não quer q sejamos o q somos) ou do novo, novíssimo super ego: a tal de “espiritualidade” q dita comportamentos e maneiras de ser a toda a hora.
    MUITO BOM TEXTO PQ ESTÀ FORA DE TUDO O Q ACIMA MENCIONEI! GO ON!

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