Curvas

Uma parte indefinida de um corpo com um bikini verde flurescente
Num mundo cheio de rectas sou um homem de curvas. Sempre fui. Das curvas que se vêem, e se sentem com os dedos ou com a língua sequiosa. Sou daquelas curvas que aquecem, que enternecem ou que apaixonam. Das curvas que se saboreiam e que deliciam. Das que se apertam e seguram com força.
Mas também sou das que não se vêem. Das que se imaginam num qualquer corpo apaixonado ou apaixonante, mas também das que não se vêem ao longo do caminho. As curvas dos montes e dos vales. Do horizonte e do mar. Aquelas que apenas se podem antever ou sonhar apaixonadamente, mas que só se conhecem quando se cruzam.

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