O processo da criação

Um por do sol, com um céu azul, e o perfil da cidade

Hoje perguntaram-me como começa o meu processo de criação. Como decido sobre o que escrever. O que me leva aos temas e ás palavras que uso.

Não tenho uma explicação muito objectiva. Não tenho um princípio racional e metódico. Escrevo quando algo da minha vida me toca. Quando algum acontecimento, algum momento, alguma pessoa cruzam a minha vida e sinto em mim: aí está uma coisa interessante.

E pode ir desde um prato de comida, a uma qualquer pessoa na rua, a um texto que li, ou a algo que sinto fortemente em mim. Continuar a ler “O processo da criação”

Caminhos da escrita

Uma praia, uma rede, espreguiçadeiras e um senhor carregando colchões

Quando decidi começar a reunir no mesmo sítio as coisas que escrevi deparei-me com um desafio enorme. Muitas das coisas são mais históricas que estruturais. O que quero dizer?

No tempo em que as escrevi, algumas delas nos tempos idos de mil e troca o passo, elas eram relevantes, pertinentes, emocionantes, ou eram apenas. Hoje olho para elas com um certo desapego. Algumas das coisas não fazem sentido e outras são de qualidade duvidosa. Continuar a ler “Caminhos da escrita”